olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

bem-vindo à província de salta: quebrada de las conchas

wooosh.

pelas fotos a gente fica duvidando que o lugar seja tão incrível quanto parece nas imagens. mas vai vendo que sim, é incrível, é claro que é muito mais incrível do que parece nas fotos.

já reservamos a excursão direto no hostel com a espanhola e uma argentina que chegou junto com a gente, e no final também foi um irlandês muito louco que já tinha viajado o mundo inteiro e agora queria parar um pouco porque já conhecia o mundo inteiro e enfim não tinha mais muita coisa pra ver e de qualquer forma artrose e ele precisava ir atrás de tempo seco.

como parece ser de praxe, o transporte atrasou um monte e depois quando veio o guia não tinha podido ir, e quem nos levaria era um que era professor de guia, mas que tinha um problema fodido no joelho e não podia nos acompanhar nos lugares, só indicar os caminhos. apesar da aparente dor dos infernos que ele sentia, era um sujeito gente boa que estava se esforçando pra além do razoável pra não mandar tudo à merda.

a excursão toma a ruta 68 na direção da cidade de Salta e vai uns 50 km, entre curvas e cores, parando pelo caminho nos mirantes, monumentos naturais e quebradas mais lindos. milhares de cores e tipos de formação, morro atrás de morro, sem fim.

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por aí numa das paradas, a yesera, dá a impressão que o cenário foi construído por alguém sem nenhuma noção de harmonia de cores; é uma paisagem exagerada. dava até pra tirar um ou outro morro pra deixar a vista um pouco mais apresentável.

mas nada. tem morro laranja, verde, vermelho, amarelo, roxo, marrom, cinzento. morro de mais de uma cor e de formatos diferentes.

estar ali é pensar que exagero. que excesso de criatividade, dona Pachamama.

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sem dúvida das paisagens mais lindas que já vi em toda a viagem.

as duas últimas paradas são o anfiteatro e a garganda del diablo, buracos metidos na rocha, gigantescos. a parte que seria a quebrada de las conchas propriamente dita, onde estariam as conchas que provam que ali já foi fundo de mar, essa parte não se visita, que é pra preservar o patrimônio.

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muita gente toma o ônibus que vai pra Salta e leva as bicicletas, e depois volta pedalando e parando, já que a volta é mais descida. quando fomos ainda tinha um grupo de não sei que país todo equipado pra ir e voltar de bicicleta, com van acompanhando e tudo. mas bem que dá pra cansar só pelo sol e pelo vento (muito vento principalmente à tarde).

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