olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

chegar em merlo com a tormenta

eu no ônibus em meu lugarzinho preferido (na frente de tudo no andar de cima) e ao meu lado uma senhora muito personagem e um rapaz muito prestativo que ouvia com atenção a tudo que a mulher lhe dizia; atrás duas mulheres que se seguravam horrores pra não rir da situação e das coisas que dizia a mulher.

do lado de fora umas nuvens negras e relâmpagos que se acumulavam na distância mais ou menos onde teoricamente estava Merlo.

2014-12-11 19.12.13

e as nuvens abraçando por cima as montanhas como se num tobogã.

era viagem curta de duas horas e foi chegar na rodoviária de Merlo a tormenta chegou junto, com vento e água e relâmpagos. no ponto de táxi encontrei as duas mulheres que vieram atrás de mim no ônibus e combinamos de dividir o táxi já que elas paravam na mesma avenida que eu, um pouco antes. o problema foi esperar o táxi quando começou a cair a água. acabamos chamando um remis.

alcancei o Merlo Hostel debaixo de chuva forte. o hostel fica numa avenida grande e cheia de comércio do tipo destino turístico: restaurante, lojinhas, hotéis mil. Merlo é meio cidade grande (depois de tanto povoado chego nesses lugares e um pouco me assusto).

fazia já um bom tempo que não via tormenta desse tipo; em San Marcos tinha rolado vento mas só um pouco de água. me receberam Mariano, o dono (um cordobês), e Djules, um brasileiro de Porto Alegre que está por ali desde o começo do ano. pedi umas empanadas por delivery porque não ia rolar sair pra comprar comida e me juntei à turma pro jantar.

estava fora da província de Córdoba mais uma vez.

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