olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

conhecendo Punta del Este no inverno

cheguei em Punta del Este no final do dia 21 de junho, sábado. vinha de Cerro Colorado, no interior do Uruguai, e precisei tomar um ônibus até Montevidéu e depois outro pra Punta. existe uma combinação que eu pegaria em San Ramón pra não ter que ir até a capital, mas isso se tomássemos o ônibus das 17h e aí chegaria em Punta à noite. buena. eu e Jaime saímos de Cerro Colorado no ônibus do meio-dia.

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chegando em Punta del Este.

fiquei no hostel El Viajero, a algumas poucas quadras da rodoviária, então foi fácil chegar, com mochila e tudo, caminhando. barato não é, mas também não é o absurdo de caro que anunciam as pessoas mais apocalípticas. Uruguai é tão caro quanto Brasil: ponto final. não é mais caro, mas também não é Argentina. simples assim.

e claro: era inverno. Punta del Este é uma cidade de veraneio. no verão são uns 300 mil habitantes e no inverno são 10 mil. vai vendo.

no inverno é uma cidade pequena com estrutura de cidade grande.

aproveitei a tranquilidade pra caminhar: de um lado tem a praia mansa, do outro a praia brava. na brava tem os tais dos dedos, que de perto são meio feios, mas sempre tem uma galera tirando foto (eu, por exemplo).

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qualquer lugar que você estiver você vai estar a algumas quadras da praia. e se não estiver é porque provavelmente chegou em Maldonado, que é a cidade que fica ao norte, colada em Punta. é cidade pra caminhar com a câmera no pescoço e imaginar o que seria o nordeste brasileiro num cenário apocalíptico em que o clima se inverte e as pessoas desapareceram.

aqui estão as fotos de minha estadia em Punta del Este.

pra além das caminhadas, recomendo uma visita ao Museo del Mar, que fica num bairro um pouco afastado do que é esse centro entre praias. se pode ir num ônibus que sai de hora em hora. no caminho ainda se passa por uma ponte projetada obviamente por um engenheiro bêbado.

mas enfim, o museu do mar. puf. dá pra perder um dia inteiro naquele lugar. fui com um camarada brasileiro do hostel e na volta tomamos uma SENHORA chuva que caiu na hora exata que nos alertava a previsão do tempo.

foi também esse o dia do jogo do Uruguai contra a Itália na copa do mundo, pela classificação para as oitavas de final. fui com uns brasileiros do hostel assistir ao jogo em um bar. a turma estava animada. uma das meninas fez um vídeo do final do jogo:

que coisa né.

a Punta eu não iria no verão. imagino que muita gente e, aí sim, mais caro. mas assim no inverno foi divertido. cortei o cabelo com um cabelereiro gente boa e conversamos sobre viver no Uruguai e essa coisa toda de brasileiro achar que aquele é o melhor país pra se viver (segundo o cabelereiro, sim, aquele é de fato o país ideal pra se viver). tinha pensado em ficar mais tempo mas achei que queria ter mais dias em Montevidéu pra conhecer a cidade sem correria.

sairia pela manhã num dia de neblina e dessa vez tomei o ônibus que ia direto (ou seja, que não para em Piriapolis). depois de um mês de cidadezinhas, era hora de voltar à cidade grande.

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