olivia maia - escritora desterrada.

da constatação da escrita sem plano

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já escrevi aqui e ali como faço pra criar meus livros policiais: um planejamento minucioso cena a cena, passo a passo, etc etc. porque antes me era terrivelmente construir qualquer coisa coerente sem todo esse ritual.

mas desde que comecei a escrever um conto sem planejamento algum, sabendo só o que houve de crime e a história antes da história, que começo a me questionar o quão necessária pode ser essa preparação excessiva. mais que isso: comecei a me dar conta que o planejamento tem me matado um tanto a vontade de escrever.

aí que chegando perto do fim da história me veio uma ideia de sequência final. abri o programa de notas e anotei minha ideia. assim que tinha terminado, veio um desânimo. uma preguiça de continuar o que afinal já estava montado e pronto.

apaguei toda aquela sequência e continuei escrevendo o conto.

de lá pra cá, já avancei mais na história e mudei algumas coisas daquela primeira ideia. aliás, mudei bastante. acho que ficou bem melhor. em certo momento, me veio um bloqueio, e me odiei por não ter guardado aquelas anotações. depois, passou. continuei escrevendo.

na minha cabeça, bolei uma continuação coerente. agora mesmo, acabei de ter outra ideia (uma descarada ideia do naipe Philip Marlowe), pra prolongar um pouco mais a parte final e construir uma última reviravolta.

é pra ser um conto longo. com fonte tamanho 14, estou na página 33. vêm talvez mais 10 ou 15 (depende da vontade do protagonista de se meter em mais encrenca do que ele já está se metendo). quando comecei, não fazia ideia do que poderia acontecer no final. sabia que queria um crime solucionado. e estou caminhando pra isso.

e estou me divertindo um monte.

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