olivia maia - escritora desterrada.

dias frios em Montevidéu

fiquei pouco mais de duas semanas em Montevidéu por querer conhecer a cidade com calma. cheguei de Punta del Este e fui direto de ônibus urbano desde a rodoviária (terminal em espanhol, que é palavra feminina, ao contrário de terminal de computador que é masculina) até a altura da praça da intendência (tipo a prefeitura), na avenida 18 de julho (que seria a avenida principal da cidade). de lá fui caminhando até o hostel Dolce Vita. e naquele momento o mais importante era que o hostel tivesse televisão pra ver os jogos da copa.

e feito: fora um colombiano meio mala que estava sempre assistindo aos jogos, missão cumprida.

hino_nacional

também dia de jogo do Uruguai na praça da intendência.

o bairro ali é antigo, mui simpático, mais ou menos perto da rambla (a costaneira), mais ou menos perto do centro e do centro antigo. Montevidéu é uma cidade grande pequena, que se jogar em cima do mapa de São Paulo cai com periferia e tudo mais ou menos em cima da zona oeste contida do lado a leste do rio. e poucas ladeiras, senão que há uma parte um pouco mais alta da cidade e outra mais baixa que beira o Rio da Prata (é rio, não é mar, mas dizem que sim a água é mei salgada).

caminhando pelo bairro.

caminhando pelo bairro.

depois veio amiga de São Paulo e nos instalamos noutro hostel, o Contraluz, que fica pertinho da rambla e do parque Rodó. ali não tinha televisão mas a gente ia em qualquer bar pra ver os jogos, e inclusive foi num desses bares que vimos a fatídica vitória alemã sobre o Brasil.

“ya pasaran cosas peores” disse o chileno depois do jogo.
“que cosas?!” eu, indignada.
“ah, sí… la verdad que no.”

em Montevidéu que comprei minha garrafinha térmica e meu mate, e só não saía todos os dias pela rua com o mate e a garrafa debaixo do braço porque muito mate dá vontade de fazer xixi e não sei como esses uruguaios lidam com essa questão. ainda assim o frio às vezes convidava a sair com o mate e ficar no gramado de algum parque.

a turma nos dois hostels era muito simpática, e um monte de brasileiro e chileno organizando papelada pra morar no Uruguai. parece que a coisa é muito simples: o chileno me disse que era preencher um formulário, levar foto 3×4 e o documento. pode ser exagero, mas a coisa é mais ou menos assim com algum enrosco de burocracia que sempre há. um rapaz e uma moça brasileiros que estavam buscando casa pra alugar (e que conseguiram uns dias antes de eu ir embora).

enfim Montevidéu como cidade grande mui simpática, com seus recantos verdes e a orla pra te fazer esquecer a correria urbana. sem dúvida cidade mais tranquila que Buenos Aires, a vizinha-irmã argentina do outro lado do rio.

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