olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

Olivia e os alunos da UNB

[sim, sim, estamos com posts atrasados. ops.]

aí que no fim de semana passado veio uma turma de 28 alunos de Gestão Ambiental da UNB que se hospedaram no Hostel Catavento para visitar a Chapada dos Veadeiros. a maior parte deles acampando. chegaram na madrugada do sábado e não foram assim muito terrivelmente silenciosos.

no dia seguinte falei com a professora e ela disse que eu podia acompanhar o grupo. depois de ajudar com o café da manhã fiz minha malinha e me juntei a eles para seguir com o ônibus da UNB rumo a Cavalcante. a ideia inicial era ir ao rio da Prata, mas chegando lá não sei bem o que aconteceu e qualquer enrosco com guias e não sei mais o que o lance foi mudar os planos: cachoeira de Santa Bárbara. paf. pelas fotos, era um troço muito lindo. mas aí mais uma hora de estrada de terra e eu já estava começando a ficar enjoada.

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parada em Cavalcante.

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Cavalcante.

mirante.

mirante Nova Aurora.

vista do mirante.

vista do mirante.

a turma era um enrosco em cada parada do ônibus: sempre tinha uns cinco ou seis (os mesmos cinco ou seis) que demorava horas para voltar. cada parada que era “só cinco minutos” nunca era menos de vinte. enfim chegamos no povoado Kalunga, uma comunidade quilombola por onde se começa a trilha para a cachoeira. uniu-se a nós e aos outros dois guias um guia local e seguimos para a trilha. seriam seis quilômetros até a cachoeira.

travessias.

travessias.

negras nuvens.

negras nuvens se aproximam loucamente.

também na trilha foi uma lenteza. na metade do caminho começou a chover. quando chegamos a chuva estava firme e forte e nem deu para tirar muitas fotos. a cachoeira consegue ser bonita e o poço continua azul esmeralda mesmo chovendo. mas arf. não deu para ficar muito. com a velocidade do pessoal, tinha que voltar bem logo.

cachoeira Santa Bárbara.

cachoeira Santa Bárbara.

caminho de volta.

caminho de volta.

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chegada no povoado Kalunga.

chegada no povoado Kalunga.

o jantar foi quando chegamos em Cavalcante, quase sete da noite (não houve almoço, veja bem). até comer todo mundo e fazer com que o grupo voltasse para o ônibus, já era bem tarde. chegamos de volta em Alto Paraíso depois das dez da noite. com o horário de verão, ia ficar rapidinho ainda mais tarde. eu não via a hora de dormir.

no dia seguinte estava mei cansada do ritmo daquele pessoal. pensei que ia ficar bem quieta no meu canto. mas aí que eles iam à vila de São Jorge, visitar o Vale das Pedras e o Vale da Lua. era menos de um quilômetro de trilha. não era possível que aquele povo conseguisse enrolar em menos de um quilômetro de trilha. topei o convite da professora (mui simpática e gente boa a professora, aliás) e fui com eles.

capoft.

para quê.

começou que quase duas horas para fazer a turma do atraso entrar no ônibus para sair do hostel. saímos de Alto Paraíso já passava de meio-dia. aí chegar em São Jorge, seguir mais um pouco no ônibus, chegar num ponto que o ônibus não conseguia passar, descer todo mundo e seguir a pé.

ônibus encalhou.

ônibus encalhou.

era caminho curto. logo a gente estava chegando na entrada para o Vale das Pedras, e eram mesmo uns 300 metros de trilha até o primeiro poço. foi ali mesmo que ficamos, e só. uma parte da turma chegou um tempão depois, e na hora de ir embora (não deu nem uma hora por ali) o mesmo grupo demorou séculos para voltar. mais espera. não ia dar mais tempo de visitar o Vale da Lua. e todo mundo diz que não pode ir à Chapada dos Veadeiros e não conhecer o Vale da Lua.

ponte TENSA.

ponte TENSA.

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em São Jorge ainda dei uma volta e sondei preços de hospedagem. tudo mui caro.

na volta eles me deixaram na praça e fui visitar o Fabio na Eco Nois (o céu estava bonito). ufas. o fim de semana foi mais ônibus e espera do que qualquer outra coisa. a companhia da professora deu uma amenizada na encrenca, mas eu estava mesmo era pensando que precisava ficar quietinha uns dois dias antes de sair para qualquer outro passeio.

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