olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

Olivia em Pirenópolis

ônibus saiu de Brasília às 14h30 no domingo. parou em Águas Lindas num posto de gasolina porque não-sei-que estava vazando. o cobrador ficou um tempo no telefone mas depois tudo certo nada resolvido e seguimos caminho. não demorou começar a serra e as curvas e as placas anunciando cachoeiras. chuva.

cheguei em Pirenópolis ainda uma chuva fina e chata. passava de 17h. tomei um táxi com um senhorzinho mei rabugento chamado Valdivino que ia a vinte por hora pelas ruas de pedra entre as casinhas coloridas. o hostel é perto, quilômetro e meio da rodoviária, mas com 12kg (ou 15) nas costas tudo fica mais ou menos perto da eternidade.

Hostel Casamatta; atendimento para a gente se sentir em casa e muitas redes.

Hostel Casamatta; os donos são muito gente boa e tem muitas redes.

na segunda-feira também amanheceu chovendo. esperei uma trégua para caminhar quase a cidade toda, um pouco ainda debaixo de garoa. saiu um pouco de sol mas logo o céu voltou a ficar todo branco. estava bom para andar.

Igreja do Bonfim.

Igreja do Bonfim.

Igreja Matriz.

Igreja Matriz.

vielas.

vielas.

ponte pênsil Dona Benta.

ponte pênsil Dona Benta.

muitos fuscas.

muitos fuscas por todos os lados.

cidade na serra.

cidade na serra.

rio das almas.

rio das almas.

vi passarem um monte de papagaios quando comecei a caminhar. perto da igreja matriz tinha também um monte de papagaio fazendo escândalo. voltei no hostel para almoçar e aproveitei para passar o começo da tarde lendo na rede. fiquei ouvindo os papagaios e araras gritando enlouquecidamente pelos ares. só as cigarras conseguem ser mais histéricas.

esse tempo todo que fiquei na roça faz qualquer cidade parecer estranha. parece que está faltando alguma coisa. tudo parece meio sujo e meio triste. e Pirenópolis é uma cidadezinha tão lindinha.

pensei em visitar a cachoeira mais próximas mas deu uma preguiça do tamanho do mundo. achei melhor torcer para a terça-feira não amanhecer com chuva e deixar para fazer essas coisas difíceis depois. saí no final do dia para ver os pássaros e tentar encontrar a livraria que tem na cidade. não encontrei a livraria mas fui tomar sorvete. fiquei conversando com a moça da sorveteria e um rapaz amigo dela que sentou ali para usar o wifi do restaurante vizinho. a chuva já ia apertando de novo.

à noite fizemos pizza no albergue: eu, o dono e duas mineiras de Patos de Minas (pede para um mineiro dizer “Patos de Minas”; é sensacional). com cerveja. muita pizza. claro sobrou para o café da manhã.

2013-12-16 21.19.48

Rubens e a pizza de abobrinha e berinjela.

pizza!

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