olivia maia - escritora desterrada.

sobre o segundo dia de caminhada na Serra da Capivara

o segundo dia de caminhada, na última sexta-feira, foi para os lados da Serra Talhada; a que a gente viu no caminho para a Serra da Capivara no primeiro dia de parque, e que fazia a paisagem do albergue no final do dia. para mim, a serra mais bonita.

chegamos pelo Sítio do Mocó, uma comunidade criada para as pessoas que antes tinham roças na região que virou parque. boa parte delas hoje em dia trabalha no próprio parque, ou como guias. ali fica também o camping Pedra Furada, que foi recentemente desativado mas que deve voltar a funcionar. só não se sabe bem quando.

passamos pela Pedra Furada e adiante para fazer o circuito dos Canoas.

a trilha começa bem.

a trilha começa bem.

dá-lhe subida. mas aí, também, dá-lha vista. fomos fazendo um zigue-zague para visitar os sítios e observar a serra do alto.

da chapada, no topo da serra, seguimos para o Grotão da Esperança. os seixos incrustados nas rochas (conglomerados, como nos informou nosso guia Leandro) dão à serra uma aparência bem incrível. parece um pouco de mentira. castelos de areia gigantes. lá de cima vem um ventinho bom; melhor para quem está caminhando a manhã toda debaixo desse sol de caatinga em setembro.

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também vimos pegadas de onça. urf.

passava de meio dia e a fome foi gritando. mas aí encontrar uma sombra. resolvemos seguir adiante e parar num dos sítios, debaixo de uma parede de rocha inclinada gigantesca. lanchamos observando as pinturas.

de lá seguimos para o circuito do Caldeirão dos Rodrigues com mais vistas absurdas do topo da serra. o problema foi descer pela escada de barras de ferro metidas na rocha. a queda não era pequena e as barras não eram as coisas mais estáveis do mundo. e o Leandro que desceu rapidinho lá embaixo tirando fotos.

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começo da escada sem fim.

já iam quase três da tarde mas a gente já estava bem morto. visitamos o Fundo do Baixão da Pedra Furada, outro sítio arqueológico importante do parque, onde foram encontrados vestígios de uma fogueira com cerca de 9 mil anos.

parecia mesmo era que a gente tinha caminhado o dia inteiro. não voltamos ao carro para almoçar e por isso não tinha como reabastecer a garrafa d’água. tem é que dosar a sede para chegar até o final. capotamos no carro e o Leandro rumou para a Serra Vermelha, para que a gente pudesse ver as andorinhas voltando para casa no final do dia.

ali visitamos também alguns sítios e mirantes. tem umas rochas que parecem troncos, pedaços gigantes de madeira. o Leandro nos levou para um dos pontos em que as andorinhas terminam o dia e ficamos ali sentados comendo bolacha e esperando. parece que elas não vão vir nunca. mas de repente você começa a ouvir os gritos e aos poucos o céu vira um redemoinho de andorinhas; elas vão e vêm, provavelmente observando o pôr do sol (né). depois sumiram. voltaram em um grupo maior ainda.

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pena que a maioria não fez o rasante perto de onde a gente estava, e sim atrás de umas rochas um pouco adiante. ainda assim dava para ouvir o deslocamento do vento quando elas mergulhavam loucamente. wooosh. umas bichinhas muito malucas.

as fotos do dia estão já publicadas em álbum aqui no blog. que é para as paisagens todas não ficarem só pela minha palavra.

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