olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

todd snider e essas coisas

porque claro que se pode escrever difícil ou desenvolver técnicas sofisticadas e fazer alta cultura ou que quer que seja que isso significa, agradar a academia e os mais exigentes apreciadores da arte.

pode-se também duvidar da capacidade do público e simplificar o quanto for possível, dar as coisas mastigadas e fáceis, que é para não precisar pensar nem mesmo no sentido da identificação: mera continuidade do ambiente em que se vive, e quanto mais confortável melhor.

porque é isso, não? a literatura, as artes; funcionam por identificação. algum ponto de contato e de lá a transformação transposição para outro lugar, outras ideias, outras possibilidades. o ponto de contato que pode ser qualquer coisa, mas precisa existir de alguma forma, nem que seja na mera existência humana de um personagem.

mas ainda um meio termo? aproximar-se no que há de verdade profunda nas pequenas coisas, a identificação por aquilo que não se queria muito encarar como realidade mas que está sempre lá, como uma sensação incômoda porque não identificada, e que talvez fosse saudável começar a distinguir.

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