olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

um pouco de Buenos Aires

sim: Buenos Aires

sim: Buenos Aires

cidade grande.

meo deos.

chegar às oito da noite no porto (dársena sur ou qualquer coisa assim) e a fila do táxi, o táxi pra Mont Serrat que é o bairro onde ficava o Travelers’ Hostel. um trânsito do capeta pra cruzar a 9 de Julio. foi me dando um desânimo de cidade grande.

porque vê: Buenos Aires eu conheço. era mais pra apresentar a cidade pra minha amiga que tinha mais cinco dias antes de voltar à SP. e eu custei foi a reencontrar a Buenos Aires que eu tinha aprendido a gostar. talvez pelo bairro do hostel, por uma bagunça de carros da qual eu não me lembrava, não sei. precisei passar um dia caminhando por San Telmo, sem pressa.

San Telmo no domingo

San Telmo no domingo

obelisco

obelisco

Buenos Aires com pressa: não recomendo.

mais também porque estava já cansada de cidade grande. e ia ficar só cinco dias e partir pra Córdoba, onde tinha amigos me esperando desde mais ou menos janeiro. mas aí calhou que Kevin Johansen ia fazer uma apresentação-pocket grátis no hall do Teatro San Martin e, enfim, fiquei mais uns dias.

bom de Buenos Aires é entrar na internet e caçar as coisas grátis. show de música, concerto de piano, oficina de literatura, exposição do Cortázar. sempre tem alguma coisa. e caminhar. a cidade de carro está impossível, me parece, tanto quanto São Paulo, ou pior (em São Paulo eu sabia fugir do trânsito; fugir do trânsito é todo um esporte em São Paulo). andei muito de metrô, e nem gosto do metrô. o lance é arrumar um cartão SUBE, carregar nas bilheterias do metrô (ou em outros lugares habilitados) e usar pra andar de ônibus e de metrô. porque pra andar de ônibus sem isso ainda tem que ter moeda, embora a tarifa já esteja na casa dos 3 pesos. e vai encontrar moeda na Argentina hoje em dia, em tempos de dólas a quase 10 pesos.

coisas grátis pela cidade

coisas grátis pela cidade

aliás, grande lance de Buenos Aires: trocar dinheiro no mercado paralelo. na Florida encontrei um lugar indicado por brasileiro que conheci em Montevidéu, com pinta de casa de moedas antigas, onde troquei os dólares que saquei no Uruguai por um câmbio de 12 pesos (o oficial está em torno de 8). grana essa que me iria durar praticamente dois meses (porque estou escrevendo sobre Buenos Aires mas já estou em Villa Carlos Paz, em Córdoba, vai vendo).

amiga de SP voltou à terrinha e eu voltei ao hostel em que fiquei em 2012, em San Telmo, o Hostel Inn. dona lembrava de mim e me fez preço camarada de amigo, me contou todas as fofocas da turma que esteve lá dois anos antes. dei umas voltas pela cidade com um uruguaio gente boa, com mate debaixo do braço e tudo, e tomamos muitas chuvas todas as vezes que saímos.

passeio por Puerto Madero

passeio por Puerto Madero

passeio pelo barrio chino

passeio pelo barrio chino

fui lutando contra a vontade de abandonar a cidade e uma gripe que se aproximava até enfim o show do Kevin Johansen, uma alegriazinha no dia de ir embora.

Kevin no Teatro San Martin

Kevin no Teatro San Martin

depois voltar ao hostel, juntar mochilas, tomar um táxi pra rodoviária e me meter no ônibus pra encarar as quase dez horas de viagem até a cidade de Córdoba.

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