olivia maia - escritora desterrada.

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textos esporádicos aqui e no medium.

mais do que um leitor

El oficio literario es de lo más paradójico: es verdad que escribes en primer lugar para ti mismo, para el lector que llevas dentro, o porque no lo puedes remediar, porque eres incapaz de soportar la vida sin entretenerla con fantasías; pero, al mismo tiempo, necesitas de manera indispensable que te lean; y no un solo lector, por muy exquisito e inteligente que éste sea, por mucho que confíes en su criterio, sino más personas, muchas más, a decir verdad muchísimas más, una nutrida horda, porque nuestra hambruna de lectores es una avidez profunda que nunca se sacia, una exigencia sin límites que roza la locura y que siempre me ha parecido de lo más curiosa.

Rosa Montero, La loca de la casa

contra o próprio preconceito

Para mí el famoso compromiso del escritor no consiste en poner sus obras a favor de una causa (el utilitarismo panfletario es la máxima traición del oficio; la literatura es un camino de conocimiento que uno debe emprender cargado de preguntas, no de respuestas), sino en mantenerse siempre alerta contra el tópico general, contra el prejuicio propio, contra todas esas ideas heredadas y no contrastadas que se nos meten insidiosamente en la cabeza, venenosas como el cianuro, inertes como el plomo, malas ideas malas que inducen a la pereza intelectual. Para mí, escribir es una manera de pensar; y ha de ser un pensamiento lo más limpio, lo más libre, lo más riguroso posible.

Rosa Montero, La loca de la casa

SEGUNDA MÃO grátis no kindle for samsung

durante todo o mês de abril/2017 meu romance Segunda mão está disponível para download gratuito no Kindle for Samsung. se você tem um aparelho samsung é só baixar o aplicativo e o livro vai estar te esperando.

quem não tem samsung ainda pode comprar o ebook pelo precinho mui camarada de R$9,90:

Amazon | Saraiva | Cultura | Kobo | Google.

se preferir você pode pedir um exemplar do livro físico — autografado! — por R$ 20,00 com frete grátis (só tenho mais dois pra enviar autografado hein hein).

site de cara nova

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depois de uma semana com a cara colada na tela do computador vendo php e css até nos sonhos, consegui terminar a reforma no site. o blog agora está um pouco mais escondido: os posts andam meio esporádicos e achei melhor dar destaque a outras coisas. o site continua o mesmo, mas agora ficou mais fácil encontrar meus livros ou assinar a newsletter.

claro que enquanto fazia o site não consegui fazer mais nada e a newsletter está atrasada, a escrita está parada e a pilha de leituras continua crescendo. mas tudo bem. de volta à programação normal.

a cultura depois da guerra

a reação com os absurdos da humanidade se alternam entre a surpresa constante e a ideia de que nada mudou: continuamos nos surpreendendo com as mesmas coisas que espantavam os cidadãos europeus na segunda metade do século XIX. ou: critica-se a sociedade que se mantém imersa em seu mundo particular com os smartphones, mas uma fotografia do começo do século XX revela um vagão de trem em que todos estão imersos em seus mundos particulares com as caras no jornal aberto.

algum esperto vai dizer: vê! nada mudou.

(tem também aquele que vai dizer não é bem assim.)

Antonio Candido em seu incansável otimismo disse que a prova de que humanidade progride é que hoje, embora ainda existam os genocídios, ninguém se orgulha publicamente por ser responsável por um genocídio. a consciência humana estaria em processo de transformação.

(ou seria mero efeito de superego coletivo exagerado pela expansão do alcance da mídia?)

It may well be that it is a mere fatuity, an indecency to debate of the definition of culture in the age of the gas oven, of the arctic camps, of napalm. The topic may belong solely to the past history of hope. But we should not take this contingency to be a natural fact of life, a platitude. We must keep in sharp focus its hideous novelty or renovation. We must keep vital in ourselves a sense of scandal so overwhelming that it affects every significant aspect of our position in history and society. We have, as Emily Dickinson would have said, to keep the soul terribly surprised.

George Steiner, In Bluebeard’s Castle

o superego vigilante como o elemento de constante surpresa. mas se esse horror não é um fato natural da vida, se precisamos seguir adiante tomando-o sempre como absurdo e escandaloso — que se pode fazer contra ele? basta manter-se surpreso e dizer que não, isso não é normal? impedir enfim que o horror seja motivo de orgulho.

enquanto isso a história (envergonhada) segue se repetindo.