olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

alemanha

relatos de viagem e anotações diversas sobre o percurso.

sobre berlim

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de todas as coisas bonitas e feias (a maioria feias), sobra a impressão de que esta cidade, por motivos óbvios ou nem tanto, é um grande canteiro de obras, há muito mais tempo do que a primeira lógica poderir sugerir.

u-bahn em Warschauerstrasse.

u-bahn em Warschauerstrasse.

alemanha, última parada: berlim

desculpa a ausência de fotos. digo, de fotos de verdade, de câmera e tal. elas chegam.

ontem estivemos na Miniatur Wunderland, em Hamburgo, e passei 5 horas encontrando detalhes e tirando fotos mil. voltamos pro hostel e eu estava com overdose de miniaturas na cabeça.

a Alemanha é um lugar estranho. depois de tanto tempo na Suíça é quase uma surpresa voltar a encontrar classe média por todo lado. ficamos uns dias em Krefeld com uma tia do Oliver e depois 3 noites em Hamburgo. agora, 4 noites em Berlim antes de tomar um ônibus pra Praga e começar a parte da viagem em que não vamos entender mais nada que ninguém diz.

Hamburgo também é um lugar estranho. lá estão os ricos da Alemanha. por isso as ruas estão sempre meio vazias (está todo mundo trabalhando, imagino) e de repente no sábado é dia de compras e a região perto da Rathaus está lotadíssima de gente com milhões de sacolas. de repente também você encontra um grupo Hare Krishna cantando alegremente e servindo comida indiana de graça.

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aí tem o porto, os canais, os depósitos enormes de tijolo vermelho. uma história de fogo e destruição por todos os lados. talvez seja isso. o peso desse passado furioso que vai muito além da segunda guerra. ou essa sensação que me persegue mais ou menos desde outubro de 2013, toda vez que passo muito tempo em cidade grande: que algo ali está terrivelmente fora de lugar.

dois anos depois

… há exatamente dois anos tomei um avião pra Fortaleza e comecei essa tal viagem.

tenho agora mais um avião pra Fortaleza, pro dia 29 de setembro, que é pra começar a terminar a viagem.

ou.

já nem sei como melhor chamar tudo isso.

talvez seja melhor chamar de vida.

estou agora no sul da Alemanha onde eu jamais imaginaria que estaria dois anos depois. um dia de castelos e esquilos. entendendo uns 60% de alemão. ou uns 80% quando o cidadão tem a bondade de falar devagar sem esse sotaque preguiçoso da Bavaria.

reviravoltas.

Olivia no castelo

Olivia no castelo

(os esquilos obviamente não se deixaram fotografar.)