olivia maia - escritora desterrada.

argentina

relatos de viagem e anotações diversas sobre o percurso.

olivia na patagônia, parte 2

buenas. cheguei hoje a El Bolsón, que é mais um pedacinho de Patagônia argentina nesses lados da cordilheira dos Andes. Oliver tomou um ônibus pra Santiago de onde toma um voo pra Belo Horizonte e se os planos funcionarem nos vemos em mais ou menos um mês.

desde San Martin de los Andes passamos ainda por Villa Traful, que foi uma belezinha (sem internet) e por fim Bariloche, onde, depois de duas noites numa hostería de verdade (chamada La Casita Suiza, porque tudo por ali é suíço, aparentemente), com cama e café da manha e essas coisas todas, tomamos o rumo de Los Coihues (a uns 15 km de Bariloche), ao lado do lago Gutierrez, e paramos num camping ali por uma semana.

já as paisagens se repetem um tanto, ainda que lindas e tudo mais. lagos, montanhas, uns pontos de neve nos picos, água fria, poeira, vento. mas às vezes tem algo assim:

vista desde o cerro Campanario, em Bariloche.

vista desde o cerro Campanario, em Bariloche.

e você um pouco cai pra trás porque né.

agora termino uma volta curta pela Patagônia: El Bolsón, Esquel e Puerto Madryn (pinguins!), com uma possível parada em Las Grutas antes de seguir a Buenos Aires de onde sai meu voo a São Paulo no dia 24 de fevereiro. e depois… depois… paf.

depois a gente vê.

estou aqui terminando de escrever e organizar a newsletter (selecionando umas fotos e tudo) e publico ainda essa semana (agora vai).

até o final do mês estamos de volta à programação normal.

olivia na patagônia

esse teclado suíço-alemao nao tem til entao vamos gringando.

(também é um teclado QWERTZ o que significa que o Z e o Y estao trocados além de todos os acentos estarem nos lugares errados.)

que é por um breve status update: estou em San Martín de los Andes, o outro point de esqui da Argentina, que obviamente no verao é um point de balneários no lago e gente com grana desfilando pelas ruas.

o lago Lacar em San Martín de los Andes.

o lago Lacar em San Martín de los Andes.

encontrei Oliver em Uspallata depois de sair de Mendoza e de lá tocamos a Malargüe; depois uma looonga viagem a Copahue passando pela cidade de Neuquén pra comprar uma barraca e colchonetes pra dormir na barraca; desde aí estamos em camping: Copahue, Villa Pehuenia, San Martin de los Andes. nao temos gás pra cozinhar e cozinhamos com lenha e pedras e qualquer improvisaçao de grelha pra apoiar a panelinha. fizemos até um RISOTO.

nossa cozinha em Villa Pehuenia.

nossa cozinha em Villa Pehuenia.

estou aprendendo a usar esse computador com esse teclado torto e instalando as coisas etc. ainda tem muito pra fazer e muito backup pra restaurar, entao preciso de um pouco mais de paciência. sem contar que estou aqui curtindo a companhia etc.

a newsletter deve sair em breve que eu comecei a escrever a mao e preciso passar pro computador. também as fotos dos últimos lugares que tem bastante desde Mendoza com minha mae fazendo rappel, o Aconcagua e tudo mais. pra seguir acompanhando em tempo (quase) real é só ficar de olho nas fotos que vou tirando com o celular.

mendoza: primeiros dias

então o ônibus pra Mendoza às oito da manhã e umas quatro horas de viagem por mais uma planície infinita até que ao fundo me aparecem umas nuvens bem estranhas no horizonte e eu percebi que não eram nuvens, e sim a cordilheira dos Andes com os picos todos nevados. acho que identifiquei o Aconcagua.

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daí chegar, tomar um táxi, instalar-se no hostel. fui atrás de alguma coisa ora comer e me meti no mercado central pra uns pedaços de pizza e um paso de los toros. junkie pouco.

por aí já era o centro da cidade e uma bagunça de compras de natal na última hora. socorro. a cidade seria simpática, com bastante árvores etc; se eu gostasse de cidade. já não sirvo pra cidade. encontrei a praça Independencia e segui pro escritório de informação turística pra descobrir como chegar no aeroporto de ônibus.

a mocinha que me ajudou ao final me passou a informação do ônibus e outras miles de informações sobre Mendoza, San Rafael, Potrerillos, Maipú, Malargüe etc etc. saí de lá com um monte de folhetos e mapas. e o número do ônibus que tinha que tomar pra buscar a mama às 19h45 no aeroporto El Plumerillo.

ao final saí do hostel quase duas horas antes do horário que tinha que estar lá e cheguei 19h35. o avião já tinha pousado cinco minutos antes mas minha mãe foi a última a sair.

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y bueno.

que dizer de cidade grande?

em véspera de natal?

no dia 24 fugimos no final do dia pra um parque perto do hostel depois de passear um pouco pela manhã. à noite teve festa de natal do hostel com muito vinho incluído e… bueno, não tanta carne. nunca tem carne suficiente.

mas vinho, né, e no 25 tudo que eu pensava em fazer era dormir.

nos juntamos com uma dinamarquesa e fomos ao parque San Martin levando na mochila o que tinha sobrado de uma pizza do dia 23.

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e dormitamos no gramado.

estou tão desacostumada com isso de cidade que fico meio perdida. tem bastante coisa pra fazer e lugares próximos pra visitar e trechos históricos da cidade pra conhecer mas fico mei bicho do mato sem pilha pra sair. quero ir ao parque do Aconcagua (tem que acordar cinco da madrugada e tomar um ônibus às seis) e uns povoados próximos mais tranquilos.

dá pra ocupar os dias.