olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

tag: argentina

olivia na patagônia

esse teclado suíço-alemao nao tem til entao vamos gringando.

(também é um teclado QWERTZ o que significa que o Z e o Y estao trocados além de todos os acentos estarem nos lugares errados.)

que é por um breve status update: estou em San Martín de los Andes, o outro point de esqui da Argentina, que obviamente no verao é um point de balneários no lago e gente com grana desfilando pelas ruas.

o lago Lacar em San Martín de los Andes.

o lago Lacar em San Martín de los Andes.

encontrei Oliver em Uspallata depois de sair de Mendoza e de lá tocamos a Malargüe; depois uma looonga viagem a Copahue passando pela cidade de Neuquén pra comprar uma barraca e colchonetes pra dormir na barraca; desde aí estamos em camping: Copahue, Villa Pehuenia, San Martin de los Andes. nao temos gás pra cozinhar e cozinhamos com lenha e pedras e qualquer improvisaçao de grelha pra apoiar a panelinha. fizemos até um RISOTO.

nossa cozinha em Villa Pehuenia.

nossa cozinha em Villa Pehuenia.

estou aprendendo a usar esse computador com esse teclado torto e instalando as coisas etc. ainda tem muito pra fazer e muito backup pra restaurar, entao preciso de um pouco mais de paciência. sem contar que estou aqui curtindo a companhia etc.

a newsletter deve sair em breve que eu comecei a escrever a mao e preciso passar pro computador. também as fotos dos últimos lugares que tem bastante desde Mendoza com minha mae fazendo rappel, o Aconcagua e tudo mais. pra seguir acompanhando em tempo (quase) real é só ficar de olho nas fotos que vou tirando com o celular.

mendoza: primeiros dias

então o ônibus pra Mendoza às oito da manhã e umas quatro horas de viagem por mais uma planície infinita até que ao fundo me aparecem umas nuvens bem estranhas no horizonte e eu percebi que não eram nuvens, e sim a cordilheira dos Andes com os picos todos nevados. acho que identifiquei o Aconcagua.

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daí chegar, tomar um táxi, instalar-se no hostel. fui atrás de alguma coisa ora comer e me meti no mercado central pra uns pedaços de pizza e um paso de los toros. junkie pouco.

por aí já era o centro da cidade e uma bagunça de compras de natal na última hora. socorro. a cidade seria simpática, com bastante árvores etc; se eu gostasse de cidade. já não sirvo pra cidade. encontrei a praça Independencia e segui pro escritório de informação turística pra descobrir como chegar no aeroporto de ônibus.

a mocinha que me ajudou ao final me passou a informação do ônibus e outras miles de informações sobre Mendoza, San Rafael, Potrerillos, Maipú, Malargüe etc etc. saí de lá com um monte de folhetos e mapas. e o número do ônibus que tinha que tomar pra buscar a mama às 19h45 no aeroporto El Plumerillo.

ao final saí do hostel quase duas horas antes do horário que tinha que estar lá e cheguei 19h35. o avião já tinha pousado cinco minutos antes mas minha mãe foi a última a sair.

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y bueno.

que dizer de cidade grande?

em véspera de natal?

no dia 24 fugimos no final do dia pra um parque perto do hostel depois de passear um pouco pela manhã. à noite teve festa de natal do hostel com muito vinho incluído e… bueno, não tanta carne. nunca tem carne suficiente.

mas vinho, né, e no 25 tudo que eu pensava em fazer era dormir.

nos juntamos com uma dinamarquesa e fomos ao parque San Martin levando na mochila o que tinha sobrado de uma pizza do dia 23.

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e dormitamos no gramado.

estou tão desacostumada com isso de cidade que fico meio perdida. tem bastante coisa pra fazer e lugares próximos pra visitar e trechos históricos da cidade pra conhecer mas fico mei bicho do mato sem pilha pra sair. quero ir ao parque do Aconcagua (tem que acordar cinco da madrugada e tomar um ônibus às seis) e uns povoados próximos mais tranquilos.

dá pra ocupar os dias.

dias de escrever em san luís

a estrada entre Merlo e San Luís, capital da província, é a coisa mais tediosa da história das estradas.

no final fica um pouco mais interessante quando começam a aparecer umas montanhas no horizonte, nos últimos 50 quilômetros, mas até ali é uma planíce verde com eventuais ovelhas.

ronc.

tomei um táxi da rodoviária ao hostel e estava toda estragada da poltrona porcaria do ônibus. e com enxaqueca.

viva.

y bueno.

San Luís era só pra ser uma transição entre Merlo e Mendoza, e assim foi: saquei dinheiro, comprei coisas de farmácia, aproveitei que o hostel tinha umas mesas grandes e confortáveis pra escrever newsletter, atualizar o blog e fazer backups que desde maio eu não fazia backup das minhas fotos, vai vendo.

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coisas de nerd.

a cidade também não convida muito pra passear. perto tem uns lugares mui lindos como Potrero de los Funes e Trapiche, com diques e montanhas e caminhadas, mas não se pode ver tudo e às vezes a gente precisa ser um pouco ermitão. se eu for visitar todos os lugares lindos por perto de onde passo eu vou enlouquecer.

então dei uma volta pelo centro, entrei na catedral, passei pelas ruas de pedestre e… voltei pro hostel pra escrever. na segunda-feira saí pra almoçar um sanduba de lomo num restaurante boteco e… voltei pro hostel pra escrever.

ainda assim nunca é tempo suficiente pra escrever tudo o que eu quero escrever. eu precisava de uma semana à toa sem sair fazendo trilha por aí. não sei se consigo.

resultado é que sempre tenho mil coisas pendentes.

já tinha comprado a passagem pra Mendoza pro dia 23 pela manhã(zinha); também já feita a reserva em quarto privado de hostel até o dia 3 de janeiro, pra passar as festas com a mama. o ano de 2014 praticamente encerrado e o ano que vem uma incógnita gigante.