olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

tag: cachoeiras

sul de Minas: Carrancas

aí que postei as fotos de Carrancas, vocês viram?

essa região de Minas Gerais é muito bonita, cheia dos morros pra todos os lados, e um clima bom de fazer frio à noite e de manhã e um calorzinho simpático durante a tarde. ainda quero ver se dou mais uma volta por aqui antes de sair de Minas e atravessar a divisa pra São Paulo.

o único jeito de chegar em Carrancas é por Itutinga. aí é descer do ônibus na praça e esperar o outro na frente da padaria. mas motorista de ônibus por esses lados é tudo muito tranquilo e não precisa sair correndo com a mochila pesada arrastando que eles param em qualquer lugar.

em Carrancas aproveitei pra escrever e ficar um pouco à toa, sentada na varanda da pousada olhando a vista; fiquei na pousada Céu e Serra, que está a uns 2 km da cidade, mas perto de algumas cachoeiras. a pousada tem um preço bem bom, com desconto durante a semana, e não entrou na onda do carnaval antecipado que acontece por lá quinze dias antes do carnaval de fato. isso porque parece que a turma é muito religiosa e durante o carnaval eles ficam rezando.

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fui nas cachoeiras próximas. quando ia perto da pousada, me acompanhavam a Nina (da foto) e a Kira. na hora do almoço o dono da pousada me dava uma carona pra cidade e eu ficava por lá num café até mais ou menos umas três da tarde, quando rolava a carona de volta.

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atravessando a rodovia tem o complexo de cachoeiras da Toca. passei um dia todo lá desafiando as águas geladas e errando as trilhas entre uma cachoeira e outra. no final tem o Poço do Coração (na foto de cima), que fica num lugar cheio de pequenas quedas e pequenos poços, parece um mini parque aquático.

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é um lugar gostoso de passar uns dias e é sempre bom parar com calma sem a pilha de conhecer todas as mil cachoeiras que têm por ali em volta. quando a gente faz viagem de alguns dias e volta depois pra casa, é certo querer aproveitar o máximo possível. mas quando a viagem é a vida, não dá pra querer ficar se ocupando o tempo todo. a gente precisa também de um pouco de silêncio e essa certeza de que de qualquer forma jamais vai dar pra conhecer tudo. sempre vai ter uma cidade vizinha que “vale a pena”. o desafio é fazer as escolhas e mais ainda escolher as renúncias.

estar no sul de Minas faz gritar mais ainda essa constatação. é muita cidade bonita pra se conhecer por aqui. mas quero também seguir ao sul. rever amigos do Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina. a viagem está só começando.

voltas em Pirenópolis e quedas em Goiânia

aí que na terça-feira fui com um guia amigo do dono do hostel até a cachoeira Bonsucesso, que na verdade são seis cachoeiras na fazenda Bonsucesso. a água estava meio suja por causa da chuva (quer dizer, suja de barro, que não é bem sujeira). foi uma caminhada tranquila de cinco quilômetros e mais uns metros dentro da fazenda. deu para mergulhar. saiu até sol!

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na volta rolou uma carona com o povo da fazenda até o carro do guia e depois seguimos para o IPEC.

estava fechado para visitação, mas o portão estava aberto e fomos entrando (ops). lá dentro o guia conversou com um rapaz que disse que a gente podia dar uma volta pela área aberta e tudo bem. as bioconstruções são muito legais e sempre coloridas. pena que não deu pra fazer um tour de verdade, com explicações e aquela coisa toda.

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ói aqui o álbum de fotos.

Pirenópolis é uma cidade boa de visitar, mais bonita do que Alto Paraíso, mas não sei se mais simpática. fiquei pouco tempo e acho que precisaria pelo menos uma semana pra ter uma opinião mais precisa. saí na quarta-feira de manhã num ônibus mei sem vergonha da viação Goianésia rumo à Goiânia.

a rodoviária de Goiânia é um shopping e grande demais pros meus 15kg nas costas. descendo as escadas da praça de alimentação perdi o degrau e torci o pé; só não rolei escada abaixo porque já estava nos últimos degraus mesmo. levei foi um tombão mei torto. duas pessoas me arrumaram gelo e troquei meu tempo de almoço por vinte minutos segurando gelo no tornozelo. capow.

aí os 15kg viraram uns 30 mas devagar consegui chegar no embarque. comprei um lanche sem vergonha e um pão de mel para comer no caminho. 13h30 saí num ônibus todo moderninho da Nacional Expresso com destino a Uberaba, onde mora minha prima querida. (a ironia foi o médico recém-formado fazendo residência em ortopedia que foi conversando comigo boa parte do caminho.)

e eu que tenho muita bagagem.

e eu que tenho muita bagagem.

aí estava praticamente em casa, com direito a prima me buscando de carro na rodoviária. tanto que agora estou me sentindo até mei resfriada. domingo vamos conhecer os dinossauros de Uberaba (aguardem fotos) e segunda-feira pegamos estrada rumo a São Paulo, com uma parada estratégica em Atibaia para deixar os animais (uma pitbull, uma salsicha e dois gatos insanos) na casa da minha tia.

coisas estranhas acontecem na casa da minha prima.

coisas estranhas acontecem na casa da minha prima.