olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

tag: conclusões

metas de vida

medir a preocupação pelo quanto me dói a artrose no maxilar. viver sem dor no maxilar.

mais: um estilo de vida em que a única causa possível de dor muscular seja excesso de atividade no campo.

anotar. não esquecer.

por onde eu ando

para uma resposta rápida, melhor mesmo é clicar aqui.

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agora estou em uberaba na casa da minha prima aproveitando as mordomias familiares. domingo vamos ver dinossauros.

já foram quatro meses e meio viajando: começamos em Fortaleza, depois algumas praias cearenses (incluindo Jericoacoara); aí Serra da Capivara, no Piauí, Petrolina (PE) e Juazeiro (BA); Lençóis e Chapada Diamantina por umas duas semanas e rumo ao Goiás; Alto Paraíso de Goiás por quase dois meses trabalhando em uma fazenda orgânica com cultivo de shiitake e permacultura, uma visita rápida a Pirenópolis e enfim Minas Gerais, Uberaba, casa da prima. já dormi em barraca, a céu aberto, em cama, saco de dormir, casa na árvore. banho no rio e em piscina natural, e muito banho frio ou gelado. aprendi a fazer pizza, tapioca e cozinhar coisas vegetarianas diversas. escrevi pouco, tirei muitas fotos.

desse percurso algumas conclusões:

  • a gente se acostuma a qualquer coisa, para o bem e para o mal;
  • quanto mais a gente sai do hábito mais estranhas parecem as manias das pessoas que continuam nele;
  • tem muita gente boa no mundo (se é que a gente pode falar em gente boa e má).

ou: no hábito a gente não consegue acreditar na nossa própria capacidade de mudar e se adaptar, mas sair disso vale a pena pelas pessoas boas que estão no mundo e valem a pena conhecer.

storytelling

tenho lido muitos desses blogs de autores e editores americanos sobre o trabalho do escritor. vez ou outra, para além do óbvio, aparece qualquer texto mais interessante. mas curioso mesmo é justamente a repetição do óbvio, ainda que vez ou outra sustentada por qualquer ensinamento grego.

as fórmulas americanas para o bom storytelling são quase nazistas. não pode exposição nas primeiras páginas, não pode descrever demais, o conflito deve surgir na página tal, os capítulos devem ser assim, o protagonista deve ser assado, primeira pessoa é quase sempre algo ruim.

mais ainda: os leitores americanos leem quase exclusivamente autores americanos. o mercado se autoalimenta. um mercado gigantesco. e como tem gente escrevendo! seguindo fórmulas, escrevendo sobre fórmulas, discutindo as melhores maneiras de aplicar as fórmulas. tem autor saindo pelo ladrão.

e tudo um óbvio. penso, às vezes: oras, vou escrever sobre escrever, também. porque afinal o assunto me interessa. mas para além do óbvio, não há tanto a dizer. e, convenhamos, já há gente o suficiente escrevendo o óbvio.

entre

e quem está sempre infeliz, é porque não sabe o que é felicidade?

                                       / é porque não sabe nada sobre aquilo que tanto busca?