olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

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yavi, mate e música

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em Tafí del Valle um senhor amigo dos donos me deu várias dicas de lugares e caminhos do norte argentino, entre elas a excursão por San Antonio de los Cobres e a cuesta de Lipán, e entre elas o povoadinho de Yavi, a uns 15 km de La Quiaca.

como o hostel de La Quiaca era essa belezinha aproveitei pra ficar mais tempo, e também porque a fronteira com a Bolívia no segundo dia estava fechada devido às manifestações do lado boliviano (com a proximidade das eleições e tal) e as meninas não puderam cruzar para tomar o trem da quarta-feira. aí na quarta-feira ficamos foi à toa, abusando da internet que vinha a passo de lhama. no dia seguinte elas partiram, e eu fui até o mercado de onde saem os remises (uns táxis coletivos) que iam a Yavi.

um caminho lindo por essa paisagem desolada de puna, mas uns morros ao fundo com pinta de vulcânicos ou alienígenas, com linhas em onda fazendo desenhos nas encostas. umas vicunhas na beira da estrada, com aquela graça que falta às lhamas, e um tipo mui simpático que foi conversando comigo pelo caminho me contando que no inverno não ficava porque um frio terrível etc. atrás dos morros alienígenas uma curva à esquerda e umas casinhas de adobe se alinhando por uma rua larga.

estávamos em Yavi. desci junto da primeira pessoa e resolvi seguir caminhando.

Yavi é um povoadinho de adobe, todo nessa cor alaranjada, seco como convém a essa região de altura. àquela hora (duas da tarde) nenhuma alma viva na rua. alguns cães, talvez.

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segui uma placa que indicava a igreja e o museu, dei uma pracinha circular e passei pela frente da igrejinha, que estava fechada. segui a rua e outra placa dizia algo como “pinturas rupestres”. segui. acabei fazendo uma volta em torno de um morro e depois subindo pra alcançar um mirador de onde se via todas as cinco (ou seis) ruas do povoado. dentro de um carro parado ali em cima um casal fazia algo que eu não fiz questão de descobrir o que era.

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e um sol forte desses de altitude que mal se sente mas bem queima. desci de volta ao centro pensando que bem, lindo lugar, mas não tem muito mais que fazer e talvez me meta pelos morros esses alienígenas de volta à estrada pra tirar umas fotos lindas.

no meio do caminho com toda essa pinta de turista (só turista que está na rua na hora da siesta) cumprimento um tipo com cara de artista parado sob a porta de uma casa e ele me pergunta se estou procurando algum lugar pra comer. digo que não, estou caminhando, no más, conhecendo. me pergunta de onde eu sou. daí inicia a conversa e adiante ele me pergunta se eu curto música brasileira, se escuto etc. bueno, algo sempre se escuta e se conhece, por osmose.

porque um amigo lhe passou um tal músico brasileiro chamado Sérgio Santos mas um cd gravado que não tinha os nomes das músicas, o nome do disco, nada. e ele queria saber mais, mas tinha buscado na internet e um nome comum desses sem saber o que buscar não havia encontrado nada. digo que posso escutar e quem sabe me soa familiar, enfim.

acabei que passei a tarde tomando mate com ele, que era músico, artesão, se chamava Pablo e era amigo dos donos do hostel de La Quiaca. ouvimos o tal Sérgio Santos e anotei algumas partes das letras das músicas pra buscar depois na internet. também ouvimos um monte de outras coisas brasileiras e eu traduzi pra ele algumas letras. em um momento apareceram umas amigas e mais mate, mais conversa.

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assim se foi a tarde.

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ele depois me levou pra conhecer a igreja e a biblioteca e me passou um monte de nomes da música folclórica do norte argentino pra eu buscar quando tivesse internet de verdade (nunca).

voltei a La Quiaca no fim do dia e conversando com uma senhora no táxi descobri que os morros alienígenas se chamavam Ocho Hermanos y sí, hermosos, no? pena que o vidro do carro estava só o pó e não dava pra tirar nenhuma foto.

fronteira e trâmites e um hostel inesperado

o ônibus que saía de Iruya partiu às seis da madrugada na escuridão (descemos a ladeira com mochilas e sem ver muito bem onde estávamos pisando). às nove estávamos no encontro da estrada de terra que vai a Iruya e a ruta 9. dali tomamos um ônibus até La Quiaca, fronteira com Bolívia.

esperando o ônibus na ruta 9.

esperando o ônibus na ruta 9.

eu precisava cruzar a fronteira porque me ia vencer o visto de turista na Argentina. também queria conhecer Yavi, um povoadinho vizinho que todos pelo caminho me indicaram (menos um parente da doña Asunta em Iruya que tinha dito que sim é lindo mas não é como aqui). Barbara e Marie seguiam pra Bolívia.

fomos direto ao hostel indicado no livrinho Get South (desconto de 10%), a cinco quadras e meia da rodoviária. o nome do hostel é El Apolillo. de fora uma casa mei sem vergonha com um portão velho.

por dentro: wooosh.

eu e Antu, que aparentemente gosta de mate.

eu e Antu, que aparentemente gosta de mate.

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tudo lindo e colorido e limpo e arrumadinho. muitas referências a La Boca. a cachorrinha (outra dessas que parece um porquinho) se chamava Antu (mapuche pra sol) e tinha uma casinha com os dizeres soy Antu de la Boca. uma cozinha linda e colorida e limpa e arrumadinha. vai vendo a que ponto chegamos quando a pessoa se impressiona com uma pia de cozinha (e que linda pia).

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e depois de três dias sem internet a gente tinha também wifi. mais ou menos. um wifi que vinha no lombo de uma lhama.

eu e Barbara saímos pra cruzar a fronteira; Marie ficou porque se ela saísse e voltasse teria que pagar alguma taxa qualquer de europeus. caminhamos com a calma que pediam os 3440 metros de altitude de La Quiaca. paf. que coisa curiosa é a altitude.

porque o coração dispara com alguns passos numa ladeira de inclinação mínima como se um esforço terrível; a cabeça fica leve basta um movimento mais brusco, como se depois de um tanto de vinho; o estômago, se vazio, parece ainda mais vazio; se cheio, parece ainda mais cheio e com preguiça de fazer digestão.

(e claro que eu não vou dizer o que acontece se você sair correndo porque sinceramente eu nunca fiz isso e só sei imaginar o que acontece, como aliás eu fiz no A última expedição.)

aí que compramos uns sandubas de rosbife no caminho e seguimos até a fronteira.

(sanduba de rosbife tudo o que eu mais precisava naquele momento da minha vida.)

Olivia na fronteira.

Olivia na fronteira.

La Quiaca não é o mais feio dos povoados, principalmente por se tratar de fronteira (tem até uma praça simpática), mas também não é um troço exatamente muito lindo. trata-se de um povoado da puna, como convém, com essas casas baixas com telhado de chapa e esse tom de terra por todo lado.

aí que o lado boliviano curiosamente tem outra cara, com algumas quadras depois da fronteira cheias de comércio e aquela construção típica boliviana: aquela sem o acabamento do reboco. as cholas bolivianas são diferentes das mulheres do norte argentino, ainda que parecidas (no norte argentino a influência do gaucho ainda é muito presente). também são mais mal-humoradas.

trâmites feitos comprei folhas de coca e já meti umas na boca pra dar uma força na digestão do sanduba de rosbife. depois de encontrar a bilheteria do trem precisamos matar tempo até que abrisse e ficamos na praça vendo o tempo passar. um senhor veio puxar assunto e tinha vivido muitos anos na Argentina e conhecia São Paulo e Santos e Rio de Janeiro e era arquiteto etc. mui simpático. nos contou um pouco sobre a origem da região e disse que tinha voltado pra morrer em casa (exagerado porque nem era tão velho).

matando tempo e coqueando.

matando tempo e coqueando em Villazón.

no final das contas a bilheteria não tinha sistema e era pra elas voltarem no dia seguinte que dava pra comprar na hora. voltamos pra uma fila gigante na imigração.

(e o sujeito da imigração argentina que olha meu passaporte sem dúvida se dá conta de que eu só tinha cruzado a fronteira pelo prazo do visto e pergunta hacia donde vá ahora, señorita?)

Ushuaia aí vou eu.

Ushuaia aí vou eu.

enfim Argentina, comprar yerba mate e pasta de dente que acabaram, macarrão pra fazer à noite e nos agarrou uma chuva de céu azul (uma nuvem gorda e cinzenta única entre as outras inofensivas e branquinhas) com umas gotas esparsas: grandes e pesadas e GELADAS. alcançamos o hostel a tempo. a roupa que tinha ido pra máquina quando chegamos já estava limpa e seca. principalmente limpa. que alegria roupa limpa. que alegria uma ducha quentinha e forte. que alegria uma cama confortável, um travesseiro na altura certa, um espaço comum agradável e uma cozinha bem equipada.

disso tudo, a internet via lhama a gente releva. fácil.

uma esquina de La Quiaca: pueblo de puna.

uma esquina de La Quiaca: pueblo de puna.

tilcara: ruínas de pucará e garganta del diablo

a parada em Tilcara foi mais curta do que eu tinha planejado antes mas a verdade é que o tempo deu justo pra passear bastante, passar um dia na cachoeira, visitar ruína e ficar um pouco à toa enquanto lá fora no mundo chovia.

porque primeiro dia chegamos (depois de já garantir nossas passagens pra Iruya dali dois dias) cedo e fomos conhecer o Pucará de Tilcara, ruínas pré-inca e pós-inca (incas faziam as casas quadradinhas, aprendi) num pedaço mui estratégico de morro ali no meio do caminho da quebrada de Humahuaca. foi um sítio arqueológico descoberto no tempo em que os arqueologistas eram meio sem noção, aparentemente, e o governo construiu um monumento bizarro em homenagem a eles bem no topo do Pucará; a parada não tem nada a ver com as pobres das ruínas. parte delas foram reconstruídas, mas se esticar o olhar pra além da parte do circuito turístico ainda se vê as linhas de pedras meio devoradas entre cardones e cactos variados.

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e claro que uma linda vista, porque né, ponto estratégico.

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o tempo foi fechando e quando estávamos ali pelo jardim botânico de altura (ou seja: cactos) começamos a ouvir trovoadas. quando voltávamos perguntamos a uma moça local se ia chover e não, nada, nunca chove antes de janeiro.

começou a chover faltava uns 50 metros pra chegar no hostel.

chuvinha, né, mas.

acho que eu não via chuva desde Montevidéu.

(provavelmente mentira. estou tentando lembrar qual foi a última chuva antes dessa e só consegui pensar em Montevidéu.)

Tilcara por exemplo não via chuva desde março.

aproveitamos a desculpa pra ficar no hostel, jantar e dormir cedo.

no dia seguinte o plano foi a garganta del diablo, uma caminhada de teoricamente quatro quilômetros em subida eterna. encaramos, com a companhia do cão do hostel, que depois descobrimos se chamar Amigo, mas que eu chamava de Cacá. o cão era tão louco quando aquele de Tafí, o louco de pedra, e saía rolando morro abaixo encrencando com as milhões de pedras que haviam pelo caminho.

lugares perigosos pra brincar com pedras e rolas morro abaixo.

lugares perigosos pra brincar com pedras e rolas morro abaixo.

fizemos o caminho em menos de uma hora, e chegamos levemente mortas.

eram 10 pesos pra entrar na garganta e um folhetinho sem vergonha indicava mais ou menos o caminho. perdemos um tempo tentando descobrir pra onde estaria a cachoeira, já que a garganta em si é um troço feio e cimentado num pedaço estreito da quebrada. decidimos seguir o rio à esquerda (o que passava pela garganta) e saltando pedras chegamos ao nosso destino do dia.

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aí passar o dia ali, lendo, tomando sol, metendo os pés na água e contando pedrinhas coloridas. e piquenique.

ainda voltamos cedo, sem nenhuma pressa (o tempo ameaçava chuva mais uma vez). demos umas voltas pela cidade.

praça molhada.

praça molhada.

(choveu mais uma vez.)

aliás, choveu e esfriou. fizemos uma janta à brasileira (ou seja, às oito da noite) sob olhares incrédulos de argentinos e uruguaios, e mesmo a Barbara não estava acreditando que estava jantando àquela hora e ia ficar com fome na hora de dormir. o ônibus pra Iruya no dia seguinte saía às oito da manhãzinha.

amigos e voltas em purmamarca

porque meu plano ao tomar a excursão era uma parada mais ou menos estratégia em Purmamarca e depois seguir direto a La Quiaca, na fronteira com a Bolívia, para cruzar a fronteira e resolver a questão do visto que vencia no 10 de outubro, voltar e ir baixando pela quebrada de Humahuaca parando onde deveria ter parado na ida.

né?

aí que em Purmamarca conheci Barbara uma menina da província de Buenos Aires (porque não pode dizer que é portenho que eles que são da província ficam bravos e no soy porteño etc) que está subindo pra Bolívia e disse que vamos parar em Tilcara e dá tempo porque o trem dela sai dia 8 então se vamos juntas necessariamente chegamos antes do 10. estava também Juan outro de Buenos Aires (não-portenho) que seguia pra Iruya.

Juan e Barbara num dos milhões de mirantes que se pode inventar nas costas do povoado.

Juan e Barbara num dos milhões de mirantes que se pode inventar nas costas do povoado.

me convenceram.

fiquei então duas noites em Purmamarca, o que significou um dia inteiro pra contornar o cerro de los siete colores aos pés do qual está localizado o povoado. seguimos pelo paseo de los colorados, subindo, parando, tomando mate, vendo a gente passar. que lugar sensacional.

mirante primeiro.

mirante primeiro.

paseo de los colorados.

paseo de los colorados.

ou, como escreveu Cortázar num dos contos de História de cronópios e de famas, um lugar absurdo. inclusive tinha ali uma plaquinha numa loja de artesanatos que dizia PURMAMARCA DESTINO ABSURDO Julio Cortázar. pareceu pertinente.

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eu pra caminhar coca na bochecha porque o pique vai falhando nessa de passear a 2500 metros de altitude (que convenhamos não é grande coisa mas acho que estou ficando velha). a gente vai acostumando porque o gosto não é assim uma coisa incrível.

porque veja que depois à tarde, depois de cruzar com nossa nova roomate uma francesa que precisava voltar pra Jujuy pra sacar plata, seguimos pro outro mirante do povoado, que fica ali do outro lado da estrada, no cerro morado. e dessa vez eu não levei as folhas de coca.

a vista: sensacional.

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o fôlego: impossível.

e nem tanto o fôlego, mas qualquer coisa que se remexe no estômago e a gente que é de menos de mil metros de altitude não aprendeu como explicar. aqui eles tem uma palavra pra essa sensação que engloba miles de sensações variadas: apunarse. que é subir à puna, ou seja, à altitude. uma leveza da cabeça com qualquer movimento mais rápido, uma tontura. e isso ali no topo do morro, com aquela vista linda e colorida e um precipício e ai se minha mãe me visse ali.

oi, mãe!

oi, mãe!

caminhamos pelo topo do morro até o vento frio e a puna apertarem, e descemos devagarzinho, cruzamos a rodovia e de volta ao centro compramos tortilla de jamón y queso (uma massa de pão recheada que fazem numa grelha montada na calçada e vão assim revirando com a mão mesma, que inclusive é a mesma mão que maneja o dinheiro mas ok, vamos criando anticorpos). também compramos iogurte e frutas pra mais tarde quando voltasse a incomodar a fome.

e no quarto de volta ao hostal DON TOMÁS com a francesa fizemos planos de seguir até Iruya e reencontrar Juan e era aniversário dele dia 5 de outubro e ia ter festa no povoado da virgem del Rosário e tudo mais; isso pra antes de tomar o rumo da fronteira (na verdade o plano era matar um tempo em Tilcara e dar uma volta por toda a quebrada desde lá, mas quando eu saí do banho os planos já eram outros e fui convencida de que eram bons planos).

excursão: san antonio de los cobres, salinas grandes e chegada em purmamarca

mais uma vez: wooosh.

saí de San Lorenzo um fim de dia, parei num hostel em Salta pra uma noite e fui atrás da excursão. reservei no lugar em que a moça me tinha sido mais simpática, já que os preços são praticamente os mesmos e alguns mais baratos são um pouco suspeitos.

no dia seguinte a excursão saía às sete da manhã (começam essa hora a buscar a turma nas hospedagens) e como me buscaram primeiro fiquei com um lugar na frente eba eba. nada mal porque muitas curvas. milhões de curvas.

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porque San Antonio de los Cobres está a 3700m de altitude e aí que, né, tem que subir muita montanha no rumo à puna, esse espaço de altura entre a pré-cordilheira e a cordilheira que ocupa uma área enorme de Catamarca, Salta e Jujuy. por aí ficam um monte de salinas (nenhuma delas como Uyuni, na Bolívia, mas ok) e alguns povoados cinzentos de pessoas cinzentas com a pele maltratada pelo clima.

o caminho que é lindo. porque o micro-ônibus se mete primeiro na quebrada del Toro, seguindo o caminho do trem, e quebrada é sempre esse vale extremo com um rio metido entre paredões ou encostas muito inclinadas cheias de cardones.

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os cardones, no caso, que existem até mais ou menos 3500m de altitude, e aí quando desaparecem a gente sabe que chegou à puna.

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San Antonio, enfim, um pueblo de puna. plano, cinzento, frio, seco, meio triste. mulheres que te metem miniaturas de lhama na cara dizendo llama llama llama. almoçamos aí e eu provei uma empanada de carne de lhama. depois ainda comprei dois alfajores de um peso.

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entre San Antonio e as Salinas Grandes uma interminável estrada de terra e pedra (rípio) com direito a pneu estourado e parada pra troca com vista às salinas ao fundo.

aí que as salinas mesmo, bueno, é lindo e tudo, mas acho que eu já fiquei marcada por Uyuni e não achei grande coisa. é uma parada de trinta minutos e bora seguir pela estrada.

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passamos pelo ponto mais alto do percurso, a 4200m de altitude, com parada pra foto e vaquinhas ao fundo (não eram lhamas dessa vez, ou eram lhamas disfarçadas de vaquinhas), e depois de algumas curvas uma última parada na estrada antes de começar a descer a cuesta de Lipán que: wooosh.

linda de ver do alto e infinita pra descer em zigue-zague. embora também: linda pra ver enquanto descendo em zigue-zague. como tem montanha nesses lados da Argentina.

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a última “reta” do caminho de muitas cores até chegar a Purmamarca, lar do cerro de los siete colores e meu destino final. um povoadinho de uma dúzia de ruas metido entre montanhas coloridas por todos os lados (por TODOS OS LADOS) com casas de adobe e tudo (menos os morros) numa mesma cor de terra. pra fazer contraste, na praça, tem umas dezenas de banquinhas de roupas e panos muito muito coloridos. deixei a turma da excursão e fui procurar hospedagem.