olivia maia - escritora desterrada. meio artista.

tag: literatura policial

lançamento em são paulo

dia 29 de novembro tomo o rumo de São Paulo e fico até dia 3 de dezembro.

81ljjseiknlmeus planos:

– fazer voltas por sebos em pinheiros e (se alguém me convencer e me fizer companhia) também no centro;
– passear pela avenida paulista feito turista;
– encontrar os amigos que estiverem com tempo (é uma indireta cof cof);
– participar do lançamento do livro SÃO PAULO NOIR, da editora Casa da Palavra, no dia 1º de dezembro.

paf.

o livro: uma coletânea de contos policiais editada pelo Tony Belloto. tem conto meu e de um monte de gente massa também. o lançamento vai ser na Livraria Cultura do Cj. Nacional, dia 1º de dezembro, a partir de 18h no teatro Eva Herz; vai ter bate-papo com autores e autógrafos e essa coisa toda.

bora?

quem não pode ir ao lançamento mas quer comprar o livro ele já está à venda em várias livrarias online que entregam em todo lado. depois me diz que tal o conto?

Salvar

meus contos em e-book

as edições em ebook dos meus contos Jamais o inexistente sorriso e A casa no morro já estão disponíveis nas lojas da amazon, livraria cultura, kobo e google play. as informações (sinopse, informações, links para comprar) estão no site da Editora Draco. ou você pode ir direto a uma das lojas:

Jamais o inexistente sorriso | Amazon | Cultura | Kobo | Google
A casa no morro | Amazon | Cultura | Kobo | Google

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as edições impressas já estão esgotadas. se você ainda está na dúvida e não sabe nem do que se trata pode ler a resenha do Josué que saiu no blog Literatura Policial, tratando dos dois contos. leia também a resenha de Emanuel Campo sobre Jamais o inexistente sorriso. e olha só: cada conto sai por R$ 3,99. são livrinhos curtos camaradas pra ler entre um comprido e outro.

a novidade é o conto Trajetória, escrito para a coletânea sobre futebol da Draco. o conto, em versão digital, também está disponível na amazon, cultura, kobo e google play por R$ 2,99:

Trajetória | Amazon | Cultura | Kobo | Google

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o novo romance deve sair em breve! qualquer coisa, briguem com o editor.

a literatura policial brasileira está aqui

recentemente o Raphael Montes, autor do livro “Suicidas”, publicou no blog da editora Companhia das Letras um artigo em que pergunta onde está a literatura policial brasileira ou, mais especificamente, onde estão os autores brasileiros de literatura policial.

o resultado já era esperado: dezenas de comentários de leitores escritores dizendo que ei, estou aqui, escrevi o livro tal, publiquei o livro tal. claro. não vê nossos autores policiais quem não quer.

porque Raphael Montes é uma exceção. ainda não li o livro “Suicidas”, ao menos não a versão final (li foi algo que creio ter sido uma versão ultra mega alpha, de quando o Raphael tinha uns 17 anos, e o livro ainda tinha muito caminho pra trilhar; dei uma espiada no livro publicado e posso afirmar que esse caminho foi bem trilhado e o resultado final é positivo), mas de qualquer forma não está em jogo a qualidade da literatura do Raphael. claro que ele é bom: foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, tem um livro pra sair pela Companhia das Letras e o editor elogiando na caixa de comentários. mas autor bom existe aos montes. o que nem sempre acontece é autor bom ser publicado, lido, comentado, vendido, enfim: não só na literatura policial brasileira, mas em toda literatura brasileira, são poucos os alcançam esse “ideal de sucesso”.

acho que é justo partir desse ponto: Raphael Montes é uma exceção. o que é ótimo, claro. um autor novo de literatura policial finalista do Prêmio São Paulo!

a gente precisava de mais gente assim, não é?

ora, como exceção que é, de certa forma Raphael está cobrando dos outros que sejam exceção também. ei, estou aqui escrevendo literatura policial, vendendo livros e sendo lido, cadê meus pares? mas não dá pra cobrar isso da gente. ô, moço, assim até dói o coração.

não é falta de espaço no mercado editorial. muitos desses autores estão publicados por editoras pequenas. também não cabe mencionar a falta de atenção da mídia, até porque a falta de atenção da mídia é generalizada até mesmo em relação aos autores mais conhecidos (sai perguntando pro povo na rua se conhecem Marçal Aquino ou Raphael Montes, por exemplo).

mas vamos ficar aqui no plano da sensatez.

a Companhia das Letras, uma das maiores editoras nacionais, publica uns dois ou três novos autores policiais por ano, se tanto. e mesmo quando acolhe alguém como o próprio Raphael, o faz depois que ele já fez sucesso com um primeiro livro publicado por outra editora. claro que surgem autores inéditos na editora também. mas são poucos perto do que é publicado da literatura estrangeira ou dos brasileiros famosos (esses que, se você perguntar na rua, as pessoas realmente vão saber quem são). a editora Record deve publicar mais, porque é uma editora maior e com cinquenta mil selos variados. daí nasceu o Joaquim Nogueira, por exemplo, citado pelo Raphael em seu artigo, que com sessenta e tantos anos publicou seu primeiro livro policial pela Companhia, depois de mandar o original pelo correio sem conhecer ninguém lá dentro (mas ninguém comenta, por exemplo, que a editora não quis publicar seu terceiro livro, que saiu por uma editora menor uns três anos atrás).

também há algumas editoras médias que talvez lancem mais autores brasileiros, entre eles autores de policiais, mas a atenção que esses autores recebem vai depender de inúmeros fatores nem sempre calculáveis, incluindo também a qualidade da obra, a posição dos astros no nascimento do livro, a numerologia do nome do autor impresso na capa, condições climáticas da semana de lançamento e a simpatia da assessoria de imprensa. desse meio nasceu o Raphael Montes e o Marçal Aquino, ambos astutamente cooptados pela Companhia das Letras depois de se tornaram sucessos de venda.

então enfim temos as milhares de editoras pequenas, publicando autores bons e nem tão bons (como também fazem as maiores, convenhamos); autores de policiais, suspense, fantasia, ficção científica. toda essa literatura de gênero brasileira, negligenciada pelas editoras maiores, está sim bem presente no mercado editorial brasileiro, mas “ninguém” ouve falar nela. estão lá, na caixa de comentários do artigo do Raphael.

claro que a gente não pode cobrar da Companhia ou da Record toda essa responsabilidade. que eles publiquem cinco autores policiais por ano já está de bom tamanho dadas as circunstâncias do mercado (deem uma olhada nos autores brasileiros que escrevem policiais citados por Raphael no artigo e vejam por quais editoras eles são publicados). mas óbvio que a nossa literatura policial não pode ser só esses dez escolhidos. assim como a nova literatura brasileira de um modo geral também não poderia se resumir a meia dúzia de autores de editoras maiores.

por isso me soou muito estranha a pergunta do Raphael. como assim, onde está a literatura policial brasileira? não é nos jornais e nas editoras maiores que você vai encontrar a resposta, ao menos não para além daqueles que foram mencionados. tem que procurar em outros cantos. coisa ruim tem aos montes, em qualquer gênero, mas tem literatura policial boa também, juro pra vocês. enquanto forem meia dúzia de editoras grandes que aparecem na mídia e, principalmente, têm seus livros nos destaques das livrarias, vamos continuar conhecendo só uma dúzia de autores brasileiros de literatura policial, e o Raphael vai continuar se sentindo solitário em sua jornada.

me parece então que a pergunta do artigo foi feita na direção errada (como as respostas nos comentários deixaram bem claro: estamos aqui). não adianta clamar por autores; eles existem aos montes, bons e ruins, geniais e terríveis. mas a maioria nem tem a chance de ser julgada. o mercado livreiro criou um contexto em que ser autor nacional bem sucedido caracteriza, sempre, uma exceção. com a literatura policial (ou qualquer outro gênero) não poderia ser diferente.

sim, estamos aqui mas não vendemos, não como você. estamos aqui mas não somos lido, não como você. continuaremos aqui, provavelmente. fico feliz pelas exceções, pelo que elas representam de possibilidade de futuro, de mudança. mas não somos exceção. era pra pedir desculpas?

por se livrar desses criminosos homicidas que moram em mim

aí que no final das contas você encontra uma solução sem precisar apagar aquelas últimas seis páginas e mudar toda a cronologia inicial da narrativa, e ok, temos um começo.

então escreve mais uma página e vai ver uns quatro episódios de castle que é para distrair um pouco e deixar a ideia assentar.

31-jul-teo2

dois livros começados (o outro é esse aqui). enquanto os personagens do primeiro vão virando gente na minha cabeça, vou tocando esse segundo, que já tem personagens muito conhecidos e todos muito gente, gente até demais.