olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

tag: literatura

dois livros que me inspiraram e acompanharam quando escrevi TRÉGUA

1. 62 modelo para armar, do Julio Cortázar: fiz referência a ele na epígrafe, com um trecho do capítulo 62 de Jogo da Amarelinha. não sei exatamente por quê esse livro me marcou tanto, na verdade. é um livro bem maluco. mas deu uma luz: uma forma possível de escrever; os personagens que se trombam pra lá e pra cá, sem saber aonde estão indo. o ritmo do texto. aliás, bônus: o livro Os prêmios, também do Cortázar, que eu estava lendo quando comecei a escrever TRÉGUA. começava a ler e de repente tinha que parar de ler pra escrever. se não saía a escrita, bastava ler mais um pouquinho. nenhuma relação de temas, diga-se de passagem, mas funcionava.

a primeira página de 62 modelo para armar.

2. Fever Pitch (Febre de bola), do Nick Hornby: existe talvez esse sentimento que só quem esteve no estádio de futebol vendo seu time jogar pode entender. talvez seja um exagero. mas é um sentimento que não se desfaz, não desaparece. esse livro do Hornby, nesse sentido, foi um espelho necessário. desastres à parte, existe uma mágica. esse livro é um manifesto de amor ao futebol. recomendo também a quem nunca entendeu qual a graça de um bando de marmanjo correndo atrás de uma bola.

trechinho do livro.

TRÉGUA continua em financiamento coletivo no Catarse até dia 04 de junho. a meta principal já foi alcançada mas ainda dá pra apoiar e escolher uma das recompensas exclusivas da campanha de financiamento. e tem metas estendidas!

gustavo e téo (mei tensos)

gustavo e téo (mei tensos): personagens do meu romance TRÉGUA, que está em campanha de financiamento coletivo no @catarse (dá pra chegar pelo link no perfil). além do livro tem também zine e ilustrações como recompensas. bora apoiar? (catarse.me/tregua

do mestre Marçal Aquino

entrevista que Marçal Aquino deu pro Jornal do Brasil.

no finalzinho, o entrevistador pergunta:

Que novo autor brasileiro você considera imperdível hoje?

a resposta: “Olivia Maia. Produz policiais de talento, o que é muito saudável e estimulante num universo de predomínio masculino.”

poxa poxa poxa que honra, Marçal. 💚

uma das coisas que aprendi com Marçal foi que dá pra fazer literatura policial e ainda assim fazer literatura. e outra, que mudou completamente minha forma de escrever: escrever tem que ser um pouco como ler. se eu já sei tudo que vai acontecer, morre um pouco a graça de continuar escrevendo.


e já viu o projeto do meu romance TRÉGUA, no catarse? estamos quase batendo a primeira meta estendida!

TRÉGUA: projeto no catarse

eis, finalmente, a campanha de financiamento pra publicação de TRÉGUA, meu último romance.

**rufam os tambores**

a história se passa em março de 2011, quando por aqui já se falava muito em copa do mundo, construção de estádio, qualidade FIFA e essa coisa toda. os personagens do romance até que tentam passar incólumes por toda essa comoção, mas pelo jeito a sorte estava nostálgica de cantorias futebolísticas.

a sinopse eu adianto pra vocês:

Março de 2011: em três anos o país receberia um dos eventos mais importantes do futebol mundial, mas o tema da preparação e construção de estádios já rondava os meios de comunicação desde três anos antes. Téo e Elisa, no entanto, parecem à margem de toda a comoção: ela não gosta de futebol, e ele não parece se interessar por muito mais do que acompanhar o primo argentino ao estádio quando visita a família em Buenos Aires.

Juntos eles mantêm uma agência de investigação particular e uma amizade de vinte anos; acostumados que estão em se meter na vida alheia, acabaram por esquecer o peso de seus próprios segredos. O futebol? Da parte de Téo, uma paixão abandonada pelo time argentino, por um estado de espírito, pelo melhor amigo dos tempos de colégio. Elisa e a origem de seu desconforto com o esporte: o pai fanático, um filho ausente.

Mas por que insistir em investigação sobre o superfaturamento na construção de estádio da copa do mundo — eles que se acostumaram a seguir amantes e cônjuges adúlteros — se sequer foram contratados para isso? Como lidar com um filho incapaz de se expressar para além de um amor despropositado por um time de futebol? Que fazer com a busca impossível que parece ter se tornado encontrar a filha do fotógrafo Alexandre, desaparecida, levada pela mãe seis anos antes?

Com uma improvável mescla de ação, romance, oportunidades perdidas e reencontros inesperados — embora talvez seja o caso de duvidar um pouco das intenções do narrador —, Trégua é uma história quase policial sobre paixões, futebol, desencontros e essa eterna dificuldade por se fazer compreender.

de minha parte eu só posso dizer que esses personagens também não ajudam muito a própria sorte. como convém a personagens de romances, essa gente teimosa, vocês bem sabem.

preparei uma campanha com recompensas legais pra quem quiser apoiar meu trabalho e fazer parte desse projeto: além do livro impresso, vai ter edição digital, ilustrações impressas e originais e um zine especial exclusivo limitado super super. tudo devidamente assinado e com amor.

os detalhes todos estão na página da campanha, junto de um trechinho pra quem ainda não conhece minha escrita de ficção, explicações sobre prazos e orçamento, metas estendidas (bora bater todas elas e fazer noite de autógrafos em uma ou duas cidades escolhidas por você?) e… atenção atenção:

um VÍDEO.


sim, sim. você vai poder ver minhas mãos falantes.

são muito eloquentes minhas mãos, inclusive.

temos então mais ou menos dois meses pra bater todas as metas e fazer esse projeto acontecer. e a campanha de financiamento é FLEX. quer dizer: se a meta principal não for alcançada vai ter livro mesmo assim.

e vou mandar livros e recompensas pra qualquer lugar do mundo. sejamos afinal um pouquinho megalomaníacos.

pra quem quer livro e vai apoiar: eba! se puder garantir o apoio o quanto antes, melhor! ajuda a garantir a boa visibilidade do projeto na página do Catarse, incentiva mais gente a apoiar, me permite começar a preparar logo as recompensas e, principalmente, não me mata de ansiedade (importante não matar a autora de ansiedade).


escrito originalmente para os assinantes da minha newsletter.