olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

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TRÉGUA: projeto no catarse

eis, finalmente, a campanha de financiamento pra publicação de TRÉGUA, meu último romance.

**rufam os tambores**

a história se passa em março de 2011, quando por aqui já se falava muito em copa do mundo, construção de estádio, qualidade FIFA e essa coisa toda. os personagens do romance até que tentam passar incólumes por toda essa comoção, mas pelo jeito a sorte estava nostálgica de cantorias futebolísticas.

a sinopse eu adianto pra vocês:

Março de 2011: em três anos o país receberia um dos eventos mais importantes do futebol mundial, mas o tema da preparação e construção de estádios já rondava os meios de comunicação desde três anos antes. Téo e Elisa, no entanto, parecem à margem de toda a comoção: ela não gosta de futebol, e ele não parece se interessar por muito mais do que acompanhar o primo argentino ao estádio quando visita a família em Buenos Aires.

Juntos eles mantêm uma agência de investigação particular e uma amizade de vinte anos; acostumados que estão em se meter na vida alheia, acabaram por esquecer o peso de seus próprios segredos. O futebol? Da parte de Téo, uma paixão abandonada pelo time argentino, por um estado de espírito, pelo melhor amigo dos tempos de colégio. Elisa e a origem de seu desconforto com o esporte: o pai fanático, um filho ausente.

Mas por que insistir em investigação sobre o superfaturamento na construção de estádio da copa do mundo — eles que se acostumaram a seguir amantes e cônjuges adúlteros — se sequer foram contratados para isso? Como lidar com um filho incapaz de se expressar para além de um amor despropositado por um time de futebol? Que fazer com a busca impossível que parece ter se tornado encontrar a filha do fotógrafo Alexandre, desaparecida, levada pela mãe seis anos antes?

Com uma improvável mescla de ação, romance, oportunidades perdidas e reencontros inesperados — embora talvez seja o caso de duvidar um pouco das intenções do narrador —, Trégua é uma história quase policial sobre paixões, futebol, desencontros e essa eterna dificuldade por se fazer compreender.

de minha parte eu só posso dizer que esses personagens também não ajudam muito a própria sorte. como convém a personagens de romances, essa gente teimosa, vocês bem sabem.

preparei uma campanha com recompensas legais pra quem quiser apoiar meu trabalho e fazer parte desse projeto: além do livro impresso, vai ter edição digital, ilustrações impressas e originais e um zine especial exclusivo limitado super super. tudo devidamente assinado e com amor.

os detalhes todos estão na página da campanha, junto de um trechinho pra quem ainda não conhece minha escrita de ficção, explicações sobre prazos e orçamento, metas estendidas (bora bater todas elas e fazer noite de autógrafos em uma ou duas cidades escolhidas por você?) e… atenção atenção:

um VÍDEO.


sim, sim. você vai poder ver minhas mãos falantes.

são muito eloquentes minhas mãos, inclusive.

temos então mais ou menos dois meses pra bater todas as metas e fazer esse projeto acontecer. e a campanha de financiamento é FLEX. quer dizer: se a meta principal não for alcançada vai ter livro mesmo assim.

e vou mandar livros e recompensas pra qualquer lugar do mundo. sejamos afinal um pouquinho megalomaníacos.

pra quem quer livro e vai apoiar: eba! se puder garantir o apoio o quanto antes, melhor! ajuda a garantir a boa visibilidade do projeto na página do Catarse, incentiva mais gente a apoiar, me permite começar a preparar logo as recompensas e, principalmente, não me mata de ansiedade (importante não matar a autora de ansiedade).


escrito originalmente para os assinantes da minha newsletter.

mais SÃO PAULO NOIR

teve o lançamento do livro São Paulo noir na Livraria Cultura e rever amigos em São Paulo e já voltei, ufa.

Mario Prata, Ilana Casoy, Fernando Bonassi, Tony Bellotto, Ferréz, eu, Vanessa Bárbara e Maria Carvalhosa.

se você perdeu o lançamento dá pra comprar o livro online. pra facilitar, deixo o link da página do livro no buscapé, com a comparação de preços de algumas livrarias. modéstia à parte, o livro ficou bem massa, e gostei do resultado do meu conto. um bom presente de natal praqueles tios e tias que só falam em Simenon e Rex Stout.

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são paulo noir: mancha de café

está nas livrarias o livro São Paulo noir, da Editora Casa da Palavra. nas palavras da editora:

Pauliceia é tema do novo livro da série Noir. Uma seleção de histórias surpreendentes onde a cinzenta São Paulo, mais do que um simples cenário, torna-se personagem. Contos policiais que retomam a atmosfera noir imortalizada por Hollywood em filmes como “O falcão maltês”, escritos por nomes como Marcelo Rubens Paiva, Mario Prata, Jô Soares, Drauzio Varella, Ferréz, Vanessa Barbara, entre outros.

e “entre outros” está meu conto Mancha de café, abrindo a coletânea em pleno bairro da Sé:

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já é o segundo livro da série Noir que se passa em uma cidade brasileira; o primeiro foi o Rio noir.

o conto Mancha de café comecei a escrever antes ainda do convite para participar do livro, mas empaquei pelo caminho por não saber o que fazer com aquela ideia. era um conto, uma novela? um rabisco, talvez? tinha uma protagonista e sabia dela o que ela me contava (não muito mais). nem o nome dela ela sabia direito (ou se sabia, não me contou). enfim veio o convite e agarrei o bairro da Sé. precisava de uma área com muito ruído e advogados. se a ideia inicial não tinha cidade definida no texto era mera desculpa: todo tempo eu estava imaginando o centro de São Paulo enquanto escrevi aquelas primeiras linhas.

e nada como um prazo pra destravar escrita bloqueada. o conto foi completado aos poucos, em trânsito, entre o Rio Grande do Norte e São Paulo, onde enfim revisitei o bairro escolhido só pra me certificar de algumas curvas e becos. missão cumprida.

e pra quem mora em São Paulo, vai ter lançamento!

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