olivia maia - escritora desterrada. meio artista.

tag: mau humor

quando os livros me olham

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vai que tenho lido quase nada. escrito quase nada, também. trabalho ocupa o tempo, mas constrói um vazio.

aí que acabou o semestre para o trabalho #1 e agora só em agosto. cresceu o tempo. cresceu o vazio.

olho os livros nas minhas estantes e não tenho vontade de pegar nenhum deles. desconfio de todos. acho que não é bem isso que eu queria ler. nem mesmo na livraria. terminei de ler um Calvino e concluí que de fato gosto mais do Calvino mais metalinguístico. quer dizer, Calvino é sempre metalinguístico, mas quando foge demais na viagem, se mete por caminhos obscuros, me perco, desinteresso. vejo minha pilha cada vez mais baixa de Cortázar por ler. penso que melhor deixar para depois. senão acaba. tenho vontade de reler O jogo da amarelinha. mas tantos livros por ler.

aí que penso em ler Tender is the night, do Fiztgerald. é o último que me falta, dos romances. não é também o que eu queria ler, mas é uma história, e ando precisando de personagens, desses com nome e personalidade, não essa coisa moderninha de gente chamada F ou K etc. gente que não é gente. ou Bolaño, com aquele monte de nome, aquele monte de gente que passa feito fazendo vitrine. mas aí me encara Os detetives selvagens e pergunta se e aí, vai encarar?, mais dois Javier Marías, um Tomás Eloy Martinez, um Mario Benedetti. olho na prateleira de cima os policiais em inglês e na prateleira de baixo os infinitos Simenon e penso que queria mesmo era ler um de espionagem dos antigos do Le Carré. mas os dois que tenho eu já li. e dizem que são os melhores.

ou escrever. mas a burocracia, o minc, as incertezas, essa viagem incerta que fica cada vez mais próxima e ainda não posso comprar as passagens. que desânimo.

a ficção me faz uma falta. que chatice sem fim esse mundo linear de não-ficção.

mais fim de semestre

enquanto dou um pique pra terminar o trabalho de fim de semestre, aproveito o intervalo pra começar um esboço de lista das piores coisas do mundo:

2a. pior coisa do mundo: ressonância magnética do joelho.

pior coisa do mundo: ressonância magnética do punho.

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bem vindo ao inferno.

[OK, talvez eu esteja exagerando. na verdade, a PIOR coisa de todas é isso aqui. imagina uma CANETA BIC sendo enfiada na sua coluna. imaginou? pois é. é mais ou menos assim.]

eu não gosto de cinema

sim.

assisto a um filme ou outro. gosto de alguns. poucos, entre os poucos que assisto. me encanto com outros, assisto mais de uma vez. gosto de Indiana Jones, dos filmes do Harrison Ford e do John Cusack etc. gosto de uns filmes bobinhos e engraçadinhos. gosto de filmes sobre escritores. mas quase sempre porque assisto por acaso. por pura preguiça de levantar do sofá.

não faço de cinema uma obrigação. não planejo cinema. não tenho vontade de interromper meu dia e assistir a um filme. sentar à noite e agora vou ver esse filme. existem exceções. mas são exceções. e mesmo assim, se o filme sai de cartaz e não vi, a vontade passa. só sentar e esperar que a vontade passa.

não gosto de cinema. não acho que preciso ver esse ou aquele filme porque a cultura e a arte. não acho que cinema seja arte. alguns filmes, talvez. alguns. mas nem por isso me sinto obrigada a assistir nenhum deles. assim como gosto de arte mas odeio museus. quero que a cultura do cinema vá pro inferno. coisa de quem tem preguiça de ler. não tenho paciência. nenhuma. não consigo. pensar em cinema me dá um tédio terrível.

cinema tem seus méritos, mas prefiro a literatura. parece que estou comparando coisas que não se podem comparar, eu sei. mas são tantos livros, que dispenso o cinema. quase sempre, vou dispensar. 

não importa o quanto você me diga que esse filme é um clássico e eu tenho que ver, porque a narrativa, o simbolismo, a crítica, o mundo, fuu. ou que era um clássico que eu tinha que ter visto. quero que exploda. se eu calhar de ver, ok. mas não fode. não me venha dizer que eu sou inteligente e devia conhecer a cultura porque um clássico, a arte, a literatura. não fode, hein. por favor.

ódio ódio

a merda é que tinha um monte de coisa pra arrumar atualizar no blog e no meu site e o operação p-2 quase esgotado e o meu contrato com o governo do estado que chegou aqui em casa hoje e minha irmã no Brasil meu pai em São Paulo e só de pensar me dá um ódio enorme da locaweb que estraga as coisas e manda o cliente consertar.