olivia maia - escritora desterrada. meio artista.

tag: minhas vidas

Guimarães Rosa me salvou de fazer publicidade

numa troca de e-mails sobre a necessidade de escrever um amigo me passou esse link: poema inédito de Angélica Freitas em homenagem a Ana Cristina Cesar.

no que fiquei depois pensando que Guimarães Rosa me salvou de fazer publicidade.

publicidade, esse caminho do artista cínico e pragmático, a saída dos criativos desesperados.

mas as possibilidades da arte, a beleza do texto, de repente, paf. por dizer: existe um caminho sensato.

já pensou?, publicidade! até o começo do último ano de colégio me parecia o único trabalho criativo com o qual eu não morreria de fome. mas aí Guimarães Rosa e aquele professor do terceiro ano (de quem fui aluna, muito me orgulho e faço alarde!) e eu voltei a rabiscar cadernos com histórias mágicas sobre crianças que encontravam fantasmas em espelhos no porão da fazenda da avó ou que iam parar num circo de 1930 quando se perdiam dos pais num passeio pelo parque.

assumir o vamos ver se e quem sabe.

Guimarães Rosa me fez acreditar que criatividade nada tinha a ver com pragmatismo.

dia de semana

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um dia como qualquer outro; de olhar na agenda e organizar as obrigações. olhar a lista com as pendências e decidir em que dia vai cada coisa — porque essa sensação de que há muito a se fazer, e o tempo. saber que tudo isso e organizar e fazer e saber mas a vontade é buscar um pedaço de sol e ler mais um pouco esse livro que já vai pela metade. botar o andu na panela com uns temperos e deixar cozinhar. perceber que não: não há nada urgente e a semana está nos trilhos e já é quase meio-dia. perceber que o dia está livre adiante e então sentar num pedaço de sol e avançar pela outra metade do livro começado enquanto o andu continua dançando dentro d’água na panela até a hora de almoçar.

das coisas que aparecem quando você não estava procurando

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porque apareceu trabalho; mais ou menos quando eu tinha parado um pouco de procurar.

talvez porque as coisas acontecem no ritmo que querem acontecer, e não no ritmo que você espera que elas aconteçam. aí que passei as últimas semanas trabalhando num curso de redação do SENAC aqui de Lençóis. cinco semanas de curso, três dias por semana. tive uma semana antes de começar o curso pra começar a preparar o material.

mas valeu. entra agora a última semana de curso e respiro, escrevo no blog, termino a newsletter, cuido do jardim. também porque crises de ansiedade e outras loucuras estão também amenizadas e né, tudo isso ajuda. em algumas semanas começa tudo de novo: vou dar aulas de inglês para turismo e depois com uma semana de intervalo começa a de gramática, também em cursos do SENAC.

vamos ver como segue o ritmo para enfim retomar o filhote blog, programar uns posts e torcer para que o tempo esquente porque faz muito tempo que não vou no rio.

murphy e seus amigos

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eu tenho aqui umas coisas pra publicar no blog e um monte de coisa pra próxima edição da newsletter e esse remedinho novo até que me está dando uma boa pilha pra existir mas nas últimas semanas a coelba (os caras da eletricidade) andaram trocando postes e cortando a luz e quando não era a luz era a internet porque a coelba arrebentava os cabos e os caras da internet tinham que ficar correndo atrás deles pra todo lado pra remendar os estragos; antes disso o blog passou pela migração de servidor e enfim enfim. eu vou organizar essas coisas todas que eu tenho pra publicar e escrever a newsletter mas hoje eu dei aula de inglês pra cinco turmas de crianças de seis a dez anos e não tenho forças nem pra responder e-mail.