olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

tag: pirenópolis

voltas em Pirenópolis e quedas em Goiânia

aí que na terça-feira fui com um guia amigo do dono do hostel até a cachoeira Bonsucesso, que na verdade são seis cachoeiras na fazenda Bonsucesso. a água estava meio suja por causa da chuva (quer dizer, suja de barro, que não é bem sujeira). foi uma caminhada tranquila de cinco quilômetros e mais uns metros dentro da fazenda. deu para mergulhar. saiu até sol!

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na volta rolou uma carona com o povo da fazenda até o carro do guia e depois seguimos para o IPEC.

estava fechado para visitação, mas o portão estava aberto e fomos entrando (ops). lá dentro o guia conversou com um rapaz que disse que a gente podia dar uma volta pela área aberta e tudo bem. as bioconstruções são muito legais e sempre coloridas. pena que não deu pra fazer um tour de verdade, com explicações e aquela coisa toda.

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ói aqui o álbum de fotos.

Pirenópolis é uma cidade boa de visitar, mais bonita do que Alto Paraíso, mas não sei se mais simpática. fiquei pouco tempo e acho que precisaria pelo menos uma semana pra ter uma opinião mais precisa. saí na quarta-feira de manhã num ônibus mei sem vergonha da viação Goianésia rumo à Goiânia.

a rodoviária de Goiânia é um shopping e grande demais pros meus 15kg nas costas. descendo as escadas da praça de alimentação perdi o degrau e torci o pé; só não rolei escada abaixo porque já estava nos últimos degraus mesmo. levei foi um tombão mei torto. duas pessoas me arrumaram gelo e troquei meu tempo de almoço por vinte minutos segurando gelo no tornozelo. capow.

aí os 15kg viraram uns 30 mas devagar consegui chegar no embarque. comprei um lanche sem vergonha e um pão de mel para comer no caminho. 13h30 saí num ônibus todo moderninho da Nacional Expresso com destino a Uberaba, onde mora minha prima querida. (a ironia foi o médico recém-formado fazendo residência em ortopedia que foi conversando comigo boa parte do caminho.)

e eu que tenho muita bagagem.

e eu que tenho muita bagagem.

aí estava praticamente em casa, com direito a prima me buscando de carro na rodoviária. tanto que agora estou me sentindo até mei resfriada. domingo vamos conhecer os dinossauros de Uberaba (aguardem fotos) e segunda-feira pegamos estrada rumo a São Paulo, com uma parada estratégica em Atibaia para deixar os animais (uma pitbull, uma salsicha e dois gatos insanos) na casa da minha tia.

coisas estranhas acontecem na casa da minha prima.

coisas estranhas acontecem na casa da minha prima.

Olivia em Pirenópolis

ônibus saiu de Brasília às 14h30 no domingo. parou em Águas Lindas num posto de gasolina porque não-sei-que estava vazando. o cobrador ficou um tempo no telefone mas depois tudo certo nada resolvido e seguimos caminho. não demorou começar a serra e as curvas e as placas anunciando cachoeiras. chuva.

cheguei em Pirenópolis ainda uma chuva fina e chata. passava de 17h. tomei um táxi com um senhorzinho mei rabugento chamado Valdivino que ia a vinte por hora pelas ruas de pedra entre as casinhas coloridas. o hostel é perto, quilômetro e meio da rodoviária, mas com 12kg (ou 15) nas costas tudo fica mais ou menos perto da eternidade.

Hostel Casamatta; atendimento para a gente se sentir em casa e muitas redes.

Hostel Casamatta; os donos são muito gente boa e tem muitas redes.

na segunda-feira também amanheceu chovendo. esperei uma trégua para caminhar quase a cidade toda, um pouco ainda debaixo de garoa. saiu um pouco de sol mas logo o céu voltou a ficar todo branco. estava bom para andar.

Igreja do Bonfim.

Igreja do Bonfim.

Igreja Matriz.

Igreja Matriz.

vielas.

vielas.

ponte pênsil Dona Benta.

ponte pênsil Dona Benta.

muitos fuscas.

muitos fuscas por todos os lados.

cidade na serra.

cidade na serra.

rio das almas.

rio das almas.

vi passarem um monte de papagaios quando comecei a caminhar. perto da igreja matriz tinha também um monte de papagaio fazendo escândalo. voltei no hostel para almoçar e aproveitei para passar o começo da tarde lendo na rede. fiquei ouvindo os papagaios e araras gritando enlouquecidamente pelos ares. só as cigarras conseguem ser mais histéricas.

esse tempo todo que fiquei na roça faz qualquer cidade parecer estranha. parece que está faltando alguma coisa. tudo parece meio sujo e meio triste. e Pirenópolis é uma cidadezinha tão lindinha.

pensei em visitar a cachoeira mais próximas mas deu uma preguiça do tamanho do mundo. achei melhor torcer para a terça-feira não amanhecer com chuva e deixar para fazer essas coisas difíceis depois. saí no final do dia para ver os pássaros e tentar encontrar a livraria que tem na cidade. não encontrei a livraria mas fui tomar sorvete. fiquei conversando com a moça da sorveteria e um rapaz amigo dela que sentou ali para usar o wifi do restaurante vizinho. a chuva já ia apertando de novo.

à noite fizemos pizza no albergue: eu, o dono e duas mineiras de Patos de Minas (pede para um mineiro dizer “Patos de Minas”; é sensacional). com cerveja. muita pizza. claro sobrou para o café da manhã.

2013-12-16 21.19.48

Rubens e a pizza de abobrinha e berinjela.

pizza!