olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

tag: preparativos

fim de balanço

computadores com sistemas atualizados, backups feitos, fotos em processo de edição e seleção. agora arrumar as mochilas e escolher o que vai de primeira, o que fica numa mala esperando o momento em que a gente esteja parado num lugar pra minha mãe despachar na nossa direção. já fiz e desfiz mala tantas vezes nesses últimos dois anos e ainda assim parece que é a primeira vez.

amanhã um voo pra Fortaleza e uma semana mais ou menos na casa do pai antes de seguir.

(não pergunte pra onde. não sabemos.)

que não é tanto o que assusta, o não saber.

talvez um cansaço genérico depois de dois anos e uns quebrados de viajar, de não parar. e parar alguns dias faz pensar que não é má ideia, parar um pouco.

mas, por ora, esse é o plano: buscar um lugar pra parar. pelo menos até aquele famigerado travel bug se manifestar outra vez e fazer coçar o pé.

olivia em são paulo

terminei minha volta patagônica, parei em Buenos Aires e voei pra São Paulo.

mama e Oliver me esperavam no aeroporto.

isso já uma semana, e já estou preparando a mochila pra seguir viagem. ou: “viagem”. até quando a gente continua chamando de viagem o que é a vida?

também esses dias fiz trinta anos.

ainda não publiquei nada de fotos embora já tenha todas selecionadas. é que vou me enroscando com outras coisas e a verdade é que quase nunca tenho o computador ligado. nem posso dizer que a culpa é do teclado suíço-alemão.

aí que resolvi umas pendências burocráticas e já estou pronta pra ir embora. faltaria teoricamente tomar vergonha na cara e atualizar fotos escrever newsletter etc. tenho uma alegria gigante morando dentro de mim que fica rindo sozinha até mesmo quando estou mei triste mei entediada mei ansiosa com o futuro.

parece que o mundo fica enorme e ele é todo meu. pode ser o suíço, pode ser esses meus livros nas estantes, pode ser a pilha de roupas pra meter dentro da mochila.

eu nem sei.

com certeza não é a cidade de São Paulo.

dias de escrever em san luís

a estrada entre Merlo e San Luís, capital da província, é a coisa mais tediosa da história das estradas.

no final fica um pouco mais interessante quando começam a aparecer umas montanhas no horizonte, nos últimos 50 quilômetros, mas até ali é uma planíce verde com eventuais ovelhas.

ronc.

tomei um táxi da rodoviária ao hostel e estava toda estragada da poltrona porcaria do ônibus. e com enxaqueca.

viva.

y bueno.

San Luís era só pra ser uma transição entre Merlo e Mendoza, e assim foi: saquei dinheiro, comprei coisas de farmácia, aproveitei que o hostel tinha umas mesas grandes e confortáveis pra escrever newsletter, atualizar o blog e fazer backups que desde maio eu não fazia backup das minhas fotos, vai vendo.

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coisas de nerd.

a cidade também não convida muito pra passear. perto tem uns lugares mui lindos como Potrero de los Funes e Trapiche, com diques e montanhas e caminhadas, mas não se pode ver tudo e às vezes a gente precisa ser um pouco ermitão. se eu for visitar todos os lugares lindos por perto de onde passo eu vou enlouquecer.

então dei uma volta pelo centro, entrei na catedral, passei pelas ruas de pedestre e… voltei pro hostel pra escrever. na segunda-feira saí pra almoçar um sanduba de lomo num restaurante boteco e… voltei pro hostel pra escrever.

ainda assim nunca é tempo suficiente pra escrever tudo o que eu quero escrever. eu precisava de uma semana à toa sem sair fazendo trilha por aí. não sei se consigo.

resultado é que sempre tenho mil coisas pendentes.

já tinha comprado a passagem pra Mendoza pro dia 23 pela manhã(zinha); também já feita a reserva em quarto privado de hostel até o dia 3 de janeiro, pra passar as festas com a mama. o ano de 2014 praticamente encerrado e o ano que vem uma incógnita gigante.

começo da volta

opa opa. me distraí aqui em San Marcos Sierra e pulei uns dias de atualização.

mas voltemos ao Chile.

porque já eram quase dez dias de estar por ali, Fernando estava preocupado com a mochila que tinha deixado em Tucumán etc etc. eu tinha uma ideia de passar um dia em algum povoado do Valle de Elqui, quem sabe ir ao parque nacional dos pinguins. pensamos em fazer o checkout no dia seguinte, deixar as mochilas e passar o dia em Pisco Elqui, depois voltar e…

não tinha jeito de pegar carona pra cruzar o paso de Água Negra porque, bueno, o paso estava fechado e só ia abrir no dia 26 de novembro. era dia 13 e a gente não tinha pressa mas também não era pra tanto.

nos restava voltar e tentar cruzar pelo paso de San Francisco ou fazer o caminho mais óbvio que era por Santiago-Mendoza, onde tem ônibus e um monte de caminhão. mandei mensagem pro Luís. ele explicou que em dois ou três dias ia cruzar pelo paso del Libertador (esse que vai a Mendoza) e seguia a La Rioja e Catamarca, e que nos levava; que fôssemos à cidade de Los Andes, um pouco ao norte de Santiago, e dali nos buscava.

feito.

como não havia passagem direta decidimos que parávamos uma noite em Viña del Mar porque, enfim, já que estamos.

dia seguinte tomamos o ônibus rumo ao começo da volta.

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parada estratégica na última cidade (quase) grande antes do Chuí

a ideia de parar em Rio Grande (também poderia ter sido Pelotas, mas enfim) era pegar encomenda enviada pela mãe nos correios, ir atrás de banco pra sacar dinheiro e resolver cartão de crédito novo e sem senha pra poder usar no exterior. tudo resolvido nesta segunda-feira e ainda com a companhia da Renata que tinha que mandar fazer uns óculos. na volta paramos no Bar do Beto e comprei a passagem pro Chuí: sete horas da manhã de terça-feira.

a Renata topou acordar meia hora mais cedo, já que ela tem que estar na faculdade umas 7h30, e me levar até o ponto pra pegar o ônibus.

fim de semana fez um frio úmido e chuvoso:

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noite pra cinema e pizza no Cassino.

aí noite de domingo o céu limpou e a temperatura caiu (cinco graus tá bom pra você?).

na segunda amanheceu sol e gelado. céu sem nuvens. belo dia pra umas burocracias.

mas bueno! tudo resolvido, passagem comprada. amanhã antes do meio dia estou no Chuí e atravesso a fronteira pra ficar uns dois dias com um casal do couchsurfing que mora em San Luis al Medio, um povoado de uns 600 habitantes a uns 30km dali. capaz fique uns dias sem internet, pelo menos até arrumar um chip pré-pago uruguaio pra usar no meu celular.

hasta pronto!