olivia maia - escritora desterrada. meio artista.

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goodreads e eu

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pra quem lê muito e é levemente compulsivo obsessivo, o goodreads é a princípio um pouco desanimador. pra quem lê muito e não tem problemas de TOC, é provavelmente muito mais fácil e divertido começar um perfil por lá. quer dizer: tem que ir adicionando o que você já leu, o que quer ler, o que está lendo. eu nem lembrava direito o que tinha lido este ano; a sorte foi que a maioria li em formato digital e registrei no calibre as leituras finalizadas. o resto está na estante. teoricamente.

mas ok: fiz um perfil, adicionei as leituras deste ano e me prometi adicionar leituras de anos passados aos poucos. com calma. sem crise. puf puf. e manter atualizado.

também transformei meu perfil em um perfil de autor e agora você pode me seguir e fazer perguntas e acompanhar minhas leituras e comentários sobre livros (ainda não fiz nenhum, mas né, TOC).

e que fim levou a monetização dos blogs?

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me lembrei esses dias de qualquer conversa com os blogueiros ilustres (na época em que existiam blogueiros ilustres) Biajoni, Doni e Branco sobre a monetização dos blogs.

estávamos em 2007.

talvez 2008.

as pessoas ainda falavam em monetizar blogs.

que restou disso hoje? blogs que ainda existe e blogs novos e ninguém fala muito mais em google ads; fala-se em colaboração, financiamento coletivo. falaram tanto em MONETIZAR blogs que o tema se esgotou, virou assunto de piada em mesa de bar entre blogueiros ilustres (embora isso tenha sido desde o princípio). agora a gente fala em dinheiro mas disfarça: fala em economia colaborativa, em financiamento de projetos artísticos; o mesmo capital de sempre, enfim, mas com máscara de coelhinho.

sou uma dinossaura dos blogs?

vou lendo os títulos da minha lista de leitura do medium e quase caio pra trás. todo essa técnica asquerosa pra ganhar mais clicks, mais leitores: listas, números, uma autoajuda moderninha e descolada para empreendedores. tantas as pessoas para nos dizer como viver, como viajar, como comprar, como acordar pela manhã, como fazer dinheiro, como ser uma pessoa melhor, uma pessoa mais feliz.

mesmo o meu texto que fez sucesso no medium se pretende guru de qualquer coisa ensinando sobre mentiras, como ali do lado oposto estivesse a verdade, sentadinha no seu trono e tomando um suco de umbu (ou provavelmente um toddyinho).

é a única forma de ser lida?

eu poderia me esforçar um pouco mais e me meter também nesses textos, montar umas listas, inventar títulos irresistíveis. cliquem, leiam, compartilhem!

mas não é pra isso que eu estou aqui.

começo a fazer isso porque enfim conseguir leitores mas qualquer curva inesperada deparo a palavra comercial e fico com nojinho de mim mesma.

por ali em 2007 ou 2008 eu já achava muito estranha a conversa da monetização dos blogs. os blogueiros ilustres pararam de escrever, viraram jornalistas, psicanalistas, analistas de mídias sociais. que parece de repente uma maneira mais honesta de ganhar dinheiro, talvez, sem precisar o tempo todo ficar se justificando ou fazendo malabarismo para que olhem para mim olhem para mim. ou mais honesta simplesmente porque não disfarça que o trabalho tem fins de ganhar dinheiro?

eu continuo aqui.

escrevendo.

dinossauricamente.

recomendações de leitura

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o pocket (antigo read it later) é um aplicativo web que te permite guardar artigos pra ler depois. pra mim, além disso, também é uma ótima ferramenta pra guardar as boas leituras, já que ele tem a opção de salvar uma lista de favoritos. faz um tempo uso o serviço pra organizar sugestões de artigos: textos que quero divulgar no blog ou na newsletter ou no twitter. agora estão com uma função própria de recomendações e você pode seguir usuários pra receber as recomendações deles.

aos interessados, e aos que estão neste momento na internet fugindo das obrigações natalinas, aqui está meu perfil no pocket com as leituras que compartilhei. pode me seguir que vou continuar adicionando coisas novas.

a internet e os aniversários

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It was my birthday recently. Perhaps you heard? Sorry about that! Google Plus, the zombie social network I have barely used since its launch in 2011, alerted my contacts that have Android phones. And anyone with iCal synced to Google Calendar had it marked in their iPhones. “The internet is trying to tell me that it’s your birthday,” someone wrote in an email to me. Throughout the day several others would send similarly kind but bewildered messages.

“The Internet of Things Will Ruin Birthdays”

porque tão prático que o facebook avise dos aniversários; sem contar a praticidade de uma mensagenzinha de duas linhas no mural do aniversariante pra dizer que pensei em você!; ou sentir-se mui amado pelas dezenas de mensagens no fim do dia;

etc.

é que há de se pensar que os aniversários dos amigos mais próximos a gente devia anotar na nossa agenda, colar no calendário, fazer uma listinha na parede da escada (como sempre fez minha avó-postiça esposa de meu avô única pessoa da família a saber o aniversário de todo mundo) revista e atualizada todo fim de ano. ou talvez eu seja mesmo muito cínica porque nunca consegui dar crédito pras mensagens de feliz aniversário que me mandavam no facebook (quando tinha facebook), e nunca tive coragem de escrever mensagens no mural quando era isso que o facebook me sugeria fazer.

(e se me calhava o aviso eu dava um jeito de mandar mensagem por outro meio, que era pra pelo menos tentar disfarçar.)

aviso (mais ou menos) importante

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pré-aviso: vou matar minha conta do facebook. o tiagón (el_Rey) é uma péssima influência quando você já queria mesmo sair de lá de qualquer jeito.

continuarei com: twitter (@nyex), instagram (@_nyex), blogs (este e o autonautas) e newsletter que são muito mais legais.

ainda não assinou a newsletter, pá? se tiver assinado e não estiver recebendo me avisa que eu ajudo a descobrir o que tá acontecendo.

quem quiser manter contato e não tiver meu e-mail dá um grito por aqui. também tenho whatsapp, viber, telegram, skype e gtalk. é só pedir. acho que tenho contato de quase todo mundo do facebook e logo também peço de quem eu não tiver. quer dizer, não vou a lugar nenhum.

convenhamos que eu já nem usava o facebook direito de qualquer forma.

(estou em porto alegre e continuo sem wifi, mas por enquanto tem 3g no celular.)