dois livros que me inspiraram e acompanharam quando escrevi TRÉGUA

1. 62 modelo para armar, do Julio Cortázar: fiz referência a ele na epígrafe, com um trecho do capítulo 62 de Jogo da Amarelinha. não sei exatamente por quê esse livro me marcou tanto, na verdade. é um livro bem maluco. mas deu uma luz: uma forma possível de escrever; os personagens que se trombam pra lá e pra cá, sem saber aonde estão indo. o ritmo do texto. aliás, bônus: o livro Os prêmios, também do Cortázar, que eu estava lendo quando comecei a escrever TRÉGUA. começava a ler e de repente tinha que parar de ler pra escrever. se não saía a escrita, bastava ler mais um pouquinho. nenhuma relação de temas, diga-se de passagem, mas funcionava.

a primeira página de 62 modelo para armar.

2. Fever Pitch (Febre de bola), do Nick Hornby: existe talvez esse sentimento que só quem esteve no estádio de futebol vendo seu time jogar pode entender. talvez seja um exagero. mas é um sentimento que não se desfaz, não desaparece. esse livro do Hornby, nesse sentido, foi um espelho necessário. desastres à parte, existe uma mágica. esse livro é um manifesto de amor ao futebol. recomendo também a quem nunca entendeu qual a graça de um bando de marmanjo correndo atrás de uma bola.

trechinho do livro.

TRÉGUA continua em financiamento coletivo no Catarse até dia 04 de junho. a meta principal já foi alcançada mas ainda dá pra apoiar e escolher uma das recompensas exclusivas da campanha de financiamento. e tem metas estendidas!


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