os donos do mundo

o mundo é das pessoas que

escrevem títulos com todas as iniciais em maiúsculas;
escrevem os nomes dos meses com maiúsculas;
chamam o facebook de “fêice”;
não sabem escolher as palavras-chave para fazer uma busca no google;
clicam no primeiro resultado da busca do google sem ler do que se trata;
chamam o google de “gâgol”;
usam gerúndio sem sujeito;
usam o verbo “possuir” com sujeitos inanimados;
usam “o mesmo” no lugar do pronome pessoal;
dizem “sou péssimo em português”;
tomam decisões baseadas em retorno financeiro;
trafegam pelo acostamento na volta da praia;
usam expressões como “ser pró-ativo” e “agregar valor”;
leem biografias de homens de negócio;
se interessam por listas sobre os 100 homens mais poderosos do planeta;
cobrem os olhos das crianças na exposição de arte ao deparar com um nu;
dizem “dá pra pôr um fundo azul?”;
dizem “eu não teria essa coragem”;

um mundo em tons pastéis, um mundo classe média norte-americana, com respeito ao personal space alheio e o medo de processo caso você ajude a se levantar uma senhora que tropeçou e caiu sozinha na rua.