viña del mar e valparaíso: visita relâmpago

chegar em Viña del Mar com o sol indo embora e caminhar umas tantas quadras para chegar ao hostel; e o hostel uma bagunça de chilenos bêbados se preparando pra ver o amistoso entre Chile e Uruguai. me desinteressei porque não jogava Valdívia.

também a mocinha que nos atendeu não foi nada simpática, e pensamos que ainda bem só vamos ficar uma noite.

Fernando já conhecia Viña del Mar e saímos pra caminhar; alcançamos o mar e fizemos uma volta até alcançar outra vez a avenida do hostel e comer alguma coisa.

não sabia se porque era noite e estava tudo escuro mas confesso que não achei Viña del Mar grande coisa. mais: caminhando ali perto dos bares me senti em São Paulo; a gente, a maneira de se vestir e estar ali nas calçadas fumando e tomando uma cerveja. as casas e comércio essa mistura e velho e moderno. não queria estar no Chile pra me sentir em São Paulo.

voltamos pra dormir; os chilenos já não estavam (o Chile perdeu). foi de madrugada que um deles caiu da cama de cima do beliche e acordou todo o quarto, e ficou ali gemendo no chão alguns minutos até o rapaz que estava na cama de baixo subir pra de cima e deixar o bêbado dormir no lugar dele.

coisas estranhas que acontecem em Viña del Mar.

pois se Viña não me pareceu grande coisa, de Valparaíso eu esperava ainda menos. ando meio aversa a cidade grande e tudo ali me parecia uma bagunça terrível. esses chilenos apressados. fui porque Fernando queria ir, e tomamos o metrô até o porto.

a cidade é uma lindezinha. uma bagunça, sem dúvida, mas uma linda bagunça. jamais viveria num lugar desses, mas pra passar um dia, passear, olhar a vista: genial.

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as casinhas antigas e coloridas e meio empilhadas porque morro atrás de morro. muitas escadas e nos lugares mais críticos uns elevadores que custam 100 pesos chilenos (uns 50 centavos de real) pra usar.

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subimos uma vez e demos umas voltas pra depois descer, seguir ao porto, pegar um mapinha com o posto de informação turística e subir outra vez (dessa vez de escada, que é pra sofrer). comemos uma empanada de carne num banco de praça e já tínhamos que começar a voltar pra tomar algum ônibus que saísse no começo da tarde a Los Andes.

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afinal valeu a visita, relâmpago que foi, embora não sei se voltaria pra ficar mais dias. cidade grande já não me chama e na verdade eu fico me perguntando como as pessoas conseguem viver em lugares assim (ainda que eu mesma tenha vivido em SP por 28 anos, vai vendo). algum recanto de tranquilidade se deve encontrar, que seja a própria casa.

tomamos o metrô de volta e rodamos um pouco Viña del Mar pra ver se eu conseguia comprar umas botas novas. enfim. não encontrei nada. paciência. sigo sem sola (está lisa). na rodoviária compramos passagem pras duas da tarde e caminhamos até o shopping ali do lado pra comer uma pizza sem vergonha antes de seguir rumo aos Andes outra vez.