Etiqueta / cortázar

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  • tanto vazio

    […] quando a gente se deixa corromper por essas ausências que chamamos recordações e se deve remendar com palavras e com imagens tanto vazio que não se pode preencher. Julio Cortázar, “Relato com um fundo de água”, do livro Final do jogo.

  • outridade

    “No fundo, poderíamos ser como na superfície”, pensou Oliveira, “mas teríamos que viver de outra maneira. E o que quer dizer viver de outra maneira? Talvez viver absurdamente para acabar com o absurdo, sair de si mesmo com tal violência que o salto acabasse nos braços de outro. Sim, talvez o amor, mas o otherness…

  • 62

    Sendo as coisas assim, seria suficiente uma amável extrapolação para postular um grupo humano que pensa reagir psicologicamente no sentido clássico dessa velha, velha palavra, mas que não representa mais do que uma instância desse fluxo da matéria animada, das infinitas interações daquilo a que antigamente chamávamos desejos, simpatias, vontades, convicções, e que surgem aqui…

  • ninguém, nunca

    Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isso lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas e nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca. em “Instruções para chorar”, do Cortázar, no livro Histórias de cronópios e…

  • a vida como algo alheio

    O que nos salva a todos é uma vida tácita que pouco tem a ver com o cotidiano ou o astronômico, uma influência espessa que luta contra a fácil dispersão em qualquer conformismo ou qualquer rebeldia mais ou menos gregários, uma catarata de tartarugas que não acaba nunca de dar pé porque desce com um…