olivia maia - escritora e ilustradora desterrada.

tag: literatura policial

do mestre Marçal Aquino

entrevista que Marçal Aquino deu pro Jornal do Brasil.

no finalzinho, o entrevistador pergunta:

Que novo autor brasileiro você considera imperdível hoje?

a resposta: “Olivia Maia. Produz policiais de talento, o que é muito saudável e estimulante num universo de predomínio masculino.”

poxa poxa poxa que honra, Marçal. 💚

uma das coisas que aprendi com Marçal foi que dá pra fazer literatura policial e ainda assim fazer literatura. e outra, que mudou completamente minha forma de escrever: escrever tem que ser um pouco como ler. se eu já sei tudo que vai acontecer, morre um pouco a graça de continuar escrevendo.


e já viu o projeto do meu romance TRÉGUA, no catarse? estamos quase batendo a primeira meta estendida!

SEGUNDA MÃO grátis no kindle for samsung

durante todo o mês de abril/2017 meu romance Segunda mão está disponível para download gratuito no Kindle for Samsung. se você tem um aparelho samsung é só baixar o aplicativo e o livro vai estar te esperando.

quem não tem samsung ainda pode comprar o ebook pelo precinho mui camarada de R$9,90:

Amazon | Saraiva | Cultura | Kobo | Google.

se preferir você pode pedir um exemplar do livro físico — autografado! — por R$ 20,00 com frete grátis (só tenho mais dois pra enviar autografado hein hein).

como começar um romance

A vida não é um romance. Pelo menos é o que você gostaria de acreditar. Roland Barthes sobe a Rue de Bièvre. O maior crítico literário do século XX tem todas as razões para estar no auge da angústia. Sua mãe, com quem mantinha relações muito proustianas, morreu. E seu curso no Collège de France, intitulado “A preparação do romance”, resultou num fracasso que dificilmente ele pode disfarçar: o ano inteiro ele terá falado para seus estudantes de haikus japoneses, de fotografia, de significantes e significados, de divertimentos pascalianos, de garçons de bar, de robes de chambre ou de lugares no auditório — de tudo, menos do romance. E vai fazer três anos que isso dura. Ele sabe, necessariamente, que o próprio curso não passa de uma manobra dilatória para adiar o momento de começar uma obra realmente literária, isto é, que faça justiça ao escritor hipersensível que cochila dentro dele e que, segundo a opinião de todos, começou a brotar em seus Fragmentos de um discurso amoroso, já então a bíblia dos menores de vinte e cinco anos. De Sainte-Beuve para Proust, está na hora de mudar e assumir o lugar que lhe cabe no panteão dos escritores. Mamãe morreu: desde O grau zero da escrita fechou-se um ciclo. Chegou a hora.

Quem matou Roland Barthes, Laurent Binet

mais SÃO PAULO NOIR

teve o lançamento do livro São Paulo noir na Livraria Cultura e rever amigos em São Paulo e já voltei, ufa.

Mario Prata, Ilana Casoy, Fernando Bonassi, Tony Bellotto, Ferréz, eu, Vanessa Bárbara e Maria Carvalhosa.

se você perdeu o lançamento dá pra comprar o livro online. pra facilitar, deixo o link da página do livro no buscapé, com a comparação de preços de algumas livrarias. modéstia à parte, o livro ficou bem massa, e gostei do resultado do meu conto. um bom presente de natal praqueles tios e tias que só falam em Simenon e Rex Stout.

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